Com Jiu-Jitsu afiado, Cara de Sapato diz: ‘Seria uma honra enfrentar Weidman’

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Por Mateus Machado 

Em grande fase na carreira, Antônio Cara de Sapato mais uma vez utilizou sua principal arma, o Jiu-Jitsu, para sair vencedor. No último sábado (14), pelo UFC Glendale, o brasileiro, ainda no primeiro round, finalizou o experiente Tim Boetsch com um mata-leão e emplacou sua quinta vitória consecutiva na organização, sendo a quarta através do golpe aplicado pelas costas.

A boa vitória também representou a entrada do lutador no ranking peso-médio do UFC. Caminhando a passos largos rumo aos tops da divisão, Cara de Sapato quer mais. Pronto para maiores desafios, o campeão do TUF Brasil 3 enfatizou o fato de não escolher lutas, mas em entrevista à TATAME, revelou que um duelo contra o ex-campeão Chris Weidman seria uma “honra”.

“Eu não escolho lutas, mas quero bons desafios. Eu gostaria muito, seria um prazer enorme, para mim, poder lutar com um dos Top 5, Top 10, como o Michael Bisping, o Chris Weidman, que já fizeram história no UFC… O próprio Weidman, que já ganhou de um bocado de brasileiros, seria uma honra poder lutar com eles e também estar preparado para lidar com esses grandes desafios”, disse o brasileiro.

– Quinta vitória seguida, ranking e desejo por adversário ranqueado

Quinta vitória consecutiva, né? (risos) É a segunda maior sequência de vitórias da categoria, perdendo apenas para o Robert Whittaker, campeão da divisão, que tem sete. Agora eu entro no ranking, apesar de eu achá-lo muito falho. Não sei exatamente como eles julgam os lutadores para estar no ranking, mas eu espero que na próxima luta a gente pegue um cara ranqueado. Eu peguei um cara que, mesmo não sendo ranqueado, já foi Top 5, um cara duríssimo, um lutador que poderia estar muito bem no ranking e eu consegui uma vitória expressiva sobre ele. Então, vamos ver quem vem por aí, qual será o próximo desafio.

– Boa atuação diante de Tim Boetsch

Eu acho que é importante a gente saber ‘mixar’ bem as coisas. Eu acho que fui muito bem na trocação com ele, estou me sentindo muito confortável no Boxe e estou usando mais a parte de chutes também. Consegui dar chute alto, chute baixo… Até falamos com o treinador dele depois e parece que o Boetsch machucou o braço, pareceu que tinha quebrado o braço por conta dos chutes. Acho que me senti muito bem e, na hora certa, coloquei para baixo e acredito que fiz o jogo perfeito para sair com a vitória. Acho que a gente tem a estratégia correta para não ficar uma coisa unidimensional, então eu consegui trocar e, quando ele menos esperou, eu coloquei para baixo e consegui sair com a finalização. Antes, eu consegui uma boa queda também e consegui trabalhar um pouco do ground and pound. Então, eu acho que utilizei todos os aspectos do MMA e isso me deixou muito feliz.

– Seu Jiu-Jitsu é um dos melhores do UFC atualmente?

Eu cresci fazendo Jiu-Jitsu, é a minha arte, eu me sinto bem demais. Hoje, conforme os números, eu estou em terceiro no número de finalizações dentro do UFC, eu perco apenas para o Kenny Florian e o Demian Maia, que tem sete. Eu já tenho cinco vitórias por finalização dentro do UFC, então estou muito feliz de poder representar a minha arte, a comunidade do Jiu-Jitsu. Espero sair com novas finalizações, com mata-leão e qualquer tipo de finalização possível (risos).

– Como lidar com a pressão do torcedor brasileiro por novos campeões?

Eu acho que a gente tem que tentar usar isso a nosso favor, esse desejo dos brasileiros de ver um novo campeão. Acho que temos que aproveitar esse momento, se alegrar com ele e lutar sem pressão. Não tem pressão nenhuma, eu faço o que eu gosto, eu amo lutar. A pressão que tem, na verdade, é a pressão da luta, mas eu já estou acostumado com isso. Na verdade, é uma pressão normal, de competição, pela luta, que é uma coisa tensa, mas não essa pressão ‘mental’ de ter que fazer por esse ou outro motivo. Acho que luta é uma coisa que a gente não tem como prever o resultado. Temos que dar o nosso melhor nos treinos, na luta, na vida, e os resultados vão vir consequentemente. Eu perdi o medo de perder, hoje eu não tenho medo nenhum. É algo que já veio e, se vier novamente, é algo que não temos controlar. Mas que a gente vai fazer de tudo, sempre, para sair com a vitória e alegrar todo o povo brasileiro, se tornar campeão. Trabalho muito em busca disso.

– Vontade de enfrentar Chris Weidman

Eu não escolho adversários. Sempre fui pegando as lutas, aceitando, eu nunca escolhi. Desde a época do TUF, eu sabia que, para ser campeão, eu tinha que lutar com todo mundo, com os melhores. Não adiantava eu escolher luta. Isso aconteceu dentro do TUF e está acontecendo agora no UFC. Eu não escolho lutas, mas quero bons desafios. Eu gostaria muito, seria um prazer enorme, para mim, poder lutar com um dos Top 5, Top 10, como o Michael Bisping, o Chris Weidman, que já fizeram história no UFC… O próprio Weidman, que já ganhou de um bocado de brasileiros, então seria uma honra poder lutar com eles e também estar preparado para lidar com esses grandes desafios.

– Planos de novas lutas em 2018

Eu não sei exatamente quando posso lutar. Eu até pedi para lutar no Brasil… Não sei quando é que vai ter um novo evento no Brasil, porque eu adoro lutar com a galera do meu lado, isso é bom demais (risos). Não sei quando será, mas eu gostaria muito de poder fazer mais duas lutas esse ano. Acho que, de repente, agosto/setembro e dezembro, para mim, seria perfeito. Eu ficaria muito feliz se eu conseguisse fazer essas três lutas em 2018, encerrar com três lutas e com três vitórias, claro (risos). Mas não me falaram nada ainda sobre data ou adversário. Mas realmente tenho essas datas em mente, é a minha vontade e seria perfeito.

 

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