De contrato renovado, Carlos Boi tem luta marcada contra americano no UFC 263 e garante: ‘Ainda tenho muito mais para mostrar’

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* Aos 26 anos, o peso-pesado Carlos Boi seguirá no Ultimate para mais uma temporada. Em entrevista à TATAME, o brasileiro, que tem duas vitórias e uma derrota na organização, confirmou a renovação do seu contrato por mais quatro lutas. Além disso, o natural de Feira de Santana, na Bahia, teve duelo marcado contra o americano Jake Collier para o dia 12 de junho, no UFC 263, quando vai em busca do terceiro triunfo.

“Contrato renovado por mais quatro lutas, um sentimento de felicidade, mas eu já tinha a consciência de que estava fazendo um bom trabalho e esperava isso (renovação). É um trabalho progressivo, e a cada luta consigo mostrar evolução, passo a passo. Ainda tenho muito mais para mostrar, e acredito que daqui a duas lutas vocês já vão ver um atleta totalmente diferente, para melhor, claro”, disse Boi, que analisou o adversário.

“Ele é um veterano do UFC, já passou por três categorias, foi subindo dos médios para o peso pesado e tem bastante volume de golpes, gosta de trocar, o que pra mim será perfeito. A gente vai ‘bater testa’ e, quem aguentar mais, vence. Acho que o meu primeiro nocaute no UFC vai vir justamente nessa luta”, apostou.

Para o confronto contra Jake Collier, o baiano chega embalado por uma grande vitória sobre Justin Tafa, em janeiro. Na ocasião, Carlos Boi virou o duelo e venceu por decisão dividida dos jurados, com uma reta final de terceiro round que levantou o público. “Gostei muito da minha última luta pelo jeito que ela foi. Sempre quero dar um show, fazer essas guerras, além de mostrar que sou duro, aguento trocar porrada, mas não estou satisfeito. Ainda tem muita coisa para melhorar e estou trabalhando nisso constantemente”.

Dono de um cartel com dez triunfos e um revés no MMA profissional, Boi realizou sua estreia no Ultimate em meados do ano passado. Desde então, vem mostrando crescimento luta a luta, e fez questão de dar o crédito pelo bom momento no octógono – além do resultado positivo diante de Tafa – ao treinador Edilson Teixeira.

 

“Acho que o fator determinante para a virada na luta (contra Justin Tafa) foi meu córner, que soube dar uma injeção de animo, ser realista em relação ao combate. Perdi o primeiro round, tive que buscar, e o Edilson Teixeira soube a forma de me motivar, passar as instruções certas”, afirmou o peso-pesado, citando ainda o que faltou para sair o nocaute. “Faltou um pouco mais de volume. Todos sabem que eu não tenho a mão tão pesada para um peso-pesado, não sou o Francis Ngannou (risos), meu diferencial é no volume de golpes, então acho que faltou isso. Mas fiquei com medo de cansar, então preferi me preservar, cadenciar o ritmo”.

Por fim, o brasileiro falou a respeito de Raphael Bebezão, seu compatriota, mas com quem nutre uma grande rivalidade desde que ambos fecharam contrato com o UFC: “O Bebezão, pra mim, não fede nem cheira hoje em dia, é uma pessoa insignificante na divisão dos pesados. Eu tenho que saber fazer mais business, mas sou coração. Queria lutar com ele, mas quando parei para analisar essa situação junto com a minha equipe, ele vem de uma derrota, eu de duas vitórias, não faz sentido enfrentá-lo, chutar em cachorro morto. Eu quero bater nele, mas estamos em momentos diferentes, então não vale a pena agora”, encerrou o jovem lutador.

* Por Diogo Santarém

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