De olho no ‘Grand Slam’ como faixa-preta, Thalison Soares mira Europeu: ‘Vou manter a mesma mentalidade’; saiba

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O menino Thalison Soares cresceu. Agora em uma nova fase como professor de Jiu-Jitsu na We Roll, sua própria academia na Austrália, a estrela da Unity Jiu-Jitsu de apenas 20 anos começa seu planejamento para sua primeira temporada como faixa-preta. Em 2020, Thalison quer coroar a carreira com títulos grandes no Campeonato Europeu, Pan-Americano, Brasileiro e Mundial, todos com selo da IBJJF. O caminho para vencer é conhecido pelo manauara pois foi ele quem venceu três Grand Slams quando ainda atuava nas faixas coloridas. Este prêmio é dado quando o atleta conquista os maiores torneios do ano de uma vez só, em sequência.

Ao lado de seus alunos e sua equipe de instrutores, Thalison já está em fase de treinamento para o Campeonato Europeu, agendado para a segunda semana de janeiro, em Odivelas, Portugal. Como de praxe desde a sua ascensão no esporte, o jovem atleta é um dos favoritos ao título na divisão dos galos. A seguir, ele comentou sua subida para a faixa-preta e como vai manter seus treinamentos.

“A minha subida para a faixa-preta é um trabalho de muito tempo, já são quase 10 anos treinando Jiu-Jitsu e tem cinco anos que decidi ser um atleta profissional do esporte. Venho me preparando há tempos. Meu treino sempre foi voltado para ser campeão na faixa preta e em todos os meus treinos dou meu melhor. Sou bem abençoado por ter ótimos parceiros de treino do mais alto nível e isso fez com que eu soubesse desde cedo como era o nível. Por conta disso, sabia aonde poderia chegar e ir além. Agora é continuar meu trabalho duro para seguir tendo o mesmo sucesso que tive nas faixas anteriores. Minhas sessões de treinos vão ser as mesmas, vou manter a mesma mentalidade desde que eu era faixa-azul, roxa. Então, eu não vou trocar nada. O que deu certo no passado é só continuar alimentando e evoluindo, na mesma pegada”, afirmou Thalison, antes de analisar o que não pode ser feito num duelo de alto nível na faixa-preta.

“A diferença entre a faixa preta e as coloridas é o jogo de erros. Na faixa colorida, por exemplo, se você cometer algum erro é possível reverter o placar ou aplicar uma finalização, caso esteja perdendo. Mas, na faixa-preta, dificilmente você vai ganhar se cometer um erro na luta. É um jogo de quem erra menos”.

Thalison também aproveitou para analisar como é viver entre treinamentos de alta intensidade para ser atleta profissional e ser professor de Jiu-Jitsu ao mesmo tempo. Em uma resposta sincera, ele definiu a arte de ensinar como um autoconhecimento: “Está sendo uma experiência muito boa ser professor e atleta. Isso tem me ajudado a evoluir como pessoa e atleta também. Acho que quando você é só atleta, você é muito instinto, muito natural. Mas quando você começa a ensinar é possível se entender, ver o que seus alunos estão errando, as dificuldades que eles têm. Ensinar é um passo para o autoconhecimento sobre você mesmo. Quando eu ensino durante as aulas, eu também aprendo. É incrível viver essa experiência”.

Antes de encerrar, o atleta ainda projetou sua carreira a longo prazo, onde sonha em enfrentar nomes consagrados do esporte na divisão peso galo. Veja como ele pensa: “Sim, sou um grande fã dos caras que estão no topo da categoria. Desde que comecei a levar o Jiu-Jitsu mais a sério, é um sonho lutar contra os melhores do esporte. Para ser o melhor, eu preciso vencer os melhores. Tirando o lado competitivo, é a realização de um sonho estar competindo na faixa-preta, pois sempre treinei bastante para competir no mais alto nível. É uma satisfação bem grande poder realizar meus objetivos”, disse a jovem estrela.

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