Desclassificado do Mundial, Meregali explica gesto e desabafa: ‘Torcida ofensiva, parecida com o racismo’

Fora das finais realizadas no domingo (12), Meregali comparou as ofensas que recebe nos campeonatos, com o racismo nos estádios de Futebol

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Em meio às finais do Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, uma “bomba” foi anunciada pela organização: a desclassificação de Nicholas Meregali do torneio após um gesto obsceno (dedo do meio) para a torcida na semifinal da categoria contra Victor Hugo. O lutador da Dream Art faria a final da divisão dos pesadíssimos contra Max Gimenis e o aguardado encontro com Felipe Preguiça na decisão do absoluto. A notícia foi um dos principais destaques na noite de domingo (12), enquanto aconteciam as disputas pela medalhas de ouro, em Anaheim, na Califórnia (EUA).

Ao FloGrappling, Nicholas Meregali explicou sua versão da história: “Eu estava lutando a semifinal da categoria, pesadíssimo, estava ganhando a luta de 4 vantagens a 1, se não me engano. Tinha ido para as costas uma vez, mas tinha perdido. A luta estava meio no controle. Só que tinha um cara fora da luta, que ficou falando bobagem o tempo inteiro. No fim da luta, não consegui resistir e mandei o dedo para ele. Eu tomei uma punição, o árbitro não me desclassificou. O Victor Hugo achou que fosse com ele, me deu dois tapas na cara. Falei que não era com ele, conversamos e tudo certo. Depois da luta, eu fui desclassificado”, relatou.

Na sequência dos fatos, logo após deixar o tatame, Meregali contou que sentiu o peso do que estava acontecendo e chorou bastante na área de aquecimento. O gaúcho ainda comparou as ofensas que recebe nos campeonatos, com o racismo nos estádios de Futebol, por exemplo.

“Sai da luta triste, chorei bastante na área de aquecimento. Estou cansado dessa situação. Toda vez que eu luto, embora eu sempre dê um show, isso sempre acontece. Tem sempre um público torcendo contra, isso é normal. Só que não é uma torcida contra, é uma torcida ofensiva. Chega a ser parecida com o racismo, que acontece muito no futebol quando jogam banana no campo e tal. Eu acho isso muito errado, porque tem que ser muito homem para pisar no tatame. O pessoal me acalmou, estava chorando. Nisso, eu relaxei, dormi e o Gabriel (Figueiró) veio me avisar que eu estava desclassificado, que não lutaria nem a categoria e nem o absoluto”, explicou.

Nicholas contou que não se lembra da fisionomia do homem que estava o xingando durante o duelo contra Victor Hugo. O faixa-preta também relatou o momento em que Gabriel Figueiró, treinador da Dream Art, o informou sobre a desclassificação. Embora tenha consciência da regra, Meregali alegou que o campeonato não poderia terminar daquela forma – sem a realização da final do absoluto – e que ele não tinha nenhum histórico de indisciplina nos torneios.

“Depois que falaram que eu tinha sido desclassificado, fiquei triste, porque não fazia sentido algum. Um evento desse tamanho, não pode ter uma desclassificação por conta de um gesto, embora exista essa regra quanto aos gestos obscenos. Acho que foi totalmente demasiado, não precisava. Estava em duas finais de peso e absoluto”, apontou o lutador, que completou:

“O Preguiça falou que não lutaria com outro, que não fosse eu, porque essa seria a final merecida de um absoluto. Eu lutei para ganhar as minhas lutas e estar ali, o Felipe lutou para estar ali (na final). O evento deveria ser fechado assim, não da forma como foi. O Preguiça iria se aposentar, jogou a faixa e saiu caminhando”, concluiu Meregali sobre o episódio que marcou o domingo.

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