Dono da própria ‘filosofia’, líder da Thai Dragon aponta: ‘Atleta tem o livre arbítrio e treina onde quiser’

Dono da própria ‘filosofia’, líder da Thai Dragon aponta: ‘Atleta tem o livre arbítrio e treina onde quiser’

Por: Yago Rédua

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Sergio Gonçalves é o líder da Thai Dragon, em Santa Catarina (Foto: Reprodução)

Há cerca de dez anos, Sérgio Gonçalves trocou Florianópolis, capital de Santa Catarina, por Joinville para dar aulas. Com a mudança, o mestre de Muay Thai resolveu criar a Thai Dragon para ensinar artes marciais e implantar a sua filosofia. Em entrevista à TATAME, o treinador, que atualmente comanda a maioria dos treinamentos em Araquari (SC), contou o “motivo” por ter criado a própria bandeira.

“Resolvi criar uma equipe que tivesse uma marca própria, e não tivesse que seguir uma outra marca, pelo fato de algumas falhas em outras academias e a forma de tratar alunos, como se fossem proprietários dos mesmos. Acho que não é isso, o aluno tem que ter o livre arbítrio de treinar onde ele quiser”, comentou Sérgio.

Sobre a busca por novos talentos, como Julia Oliveira e Jerônimo Budal, que são campeões brasileiros de Muay Thai pela Thai Dragon, o mestre apontou que, aos poucos, vai inserindo os alunos em treinamentos físicos, técnicos e psicológicos.

“A busca por talentos é da seguinte forma: os atletas aparecem para treinar, olhamos um certo potencial, trabalhamos em cima do psicológico dele e colocamos para treinar com pessoas que sabem (Muay Thai) e outras que não estão tão graduadas assim. Desta maneira, sai uma sombra e vamos ver qual será a atitude do aluno para saber se ele será um lutador ou não. Alguns se perdem no caminho, outros trocam de equipe. Aqui, não repreendemos ninguém, porque o atleta tem o direito de procurar o que é melhor para ele. Se ele achar que aquele novo lugar não é o ideal, ele irá voltar. Não adianta querer comprar uma guerra com os atletas ou então querer frustrar o sonho de alguém para tentar realizar o seu”, apontou o mestre, que aproveitou para projetar as artes marciais um dia como disciplina escolar.

“O legado que queremos deixar para os lutadores e o pessoal que vem de fora é que lutamos pela paz, pela educação. O legado é um dia ter a oportunidade de deixar as artes marciais nos colégios, para que o pessoal crie uma disciplina mais correta, porque o pessoal que pratica artes marciais se afasta de muita coisa ruim que a nossa sociedade tem para apresentar”, encerrou.