Em busca de se manter ativo, Vicente Luque enfrenta americano ‘perigoso’, mas garante: ‘Jogo que casa com o meu’

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* Após perder sua “chance de ouro” no UFC até agora, quando acabou derrotado por Stephen Thompson via decisão unânime, no fim do ano passado, o brasileiro Vicente Luque vai reconstruindo seu caminho rumo ao topo da divisão dos meio-médios. Depois de voltar a vencer no último mês de maio, com um grande triunfo por nocaute técnico diante de Niko Price, Vicente terá pela frente o duro Randy Brown, no dia 1º de agosto, em evento do UFC programado para Las Vegas (EUA).

Em entrevista à TATAME, Luque revelou que o confronto contra Brown deveria ter acontecido em abril, porém, o evento em questão acabou cancelado por conta da pandemia do novo coronavírus. E apesar de o americano de origem jamaicana não estar ranqueado nos meio-médios, elogiou o adversário.

“Essa luta (contra o Brown) já ia acontecer no início do ano… Ele é um cara que está crescendo, tem nome lá fora, então pode me acrescentar algo. Claro que eu preferia um adversário ranqueado, mas a categoria está difícil nesse momento, achei que era importante me manter ativo, então aceitei remarcar essa luta”, contou o brasileiro, que apesar do revés para Thompson, tem seis vitórias em suas últimas sete lutas no Ultimate.

“O Randy Brown é um cara que eu já vi lutando antes, perigoso. O ponto forte dele é a altura (1,90m), e ele sabe usar isso bem. Tem um Boxe ajustado e, às vezes, tenta a luta agarrada. Pra mim é um bom jogo, sempre que eu enfrento um trocador, o jogo casa. E se a luta for para o chão, ele tem um bom grappling, mas eu sei onde posso explorar as brechas e farei bom uso disso”, analisou Vicente.

A respeito do local do evento e os protocolos de segurança no combate à Covid-19 que vêm sendo executados pelo Ultimate, Luque se disse tranquilo: “Não me sinto em risco. Entendo que é algo que pode acontecer (adoecer), sim, mas todos estão sujeitos no dia a dia, e o UFC vem fazendo um trabalho impecável de segurança. (…) Até agora eu não tenho informação sobre onde vai ser a luta, mas aonde for, luta é luta. Na ‘ilha da luta’ (em Abu Dhabi) seria muito legal, com certeza, mas se não for lá, sem problemas”.

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Já sobre o camp para enfrentar Brown – embalado por duas vitórias seguidas -, o companheiro de Gilbert Durinho na Sanford MMA e representante da Cerrado MMA, em Brasília, citou os desafios em meio à pandemia, como ter feito a maior parte da preparação em casa, e pediu por um Top 10 em caso de triunfo.

“Realmente, a gente teve que fazer várias adaptações no camp. Para a minha primeira luta, eu fiz grande parte do treino em casa, foi mais difícil, desafiador, e para essa segunda luta consegui adaptar várias coisas para melhorar. Estou me preparando da melhor forma que posso agora, não é a mesma coisa, mas está muito perto do ideal, então me sinto bem preparado”, afirmou Vicente Luque, antes de concluir.

“Acho que a categoria está bem difícil. Tem uns caras que não querem lutar por agora. O Anthony Pettis, que eu tinha na mira, deve descer de volta (para os leves), então não foi possível fechar o combate. Eu queria alguém ranqueado, mas está difícil no momento, então espero que o UFC valorize o fato de eu estar ativo, vencendo e tendo boas apresentações. E caso eu derrote o Brown, quero enfrentar alguém do Top 10”.

* Por Diogo Santarém

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