Erberth comemora ‘dobradinha’ em LA e luta com Jackson: ‘Guerra de gigantes’

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Por Yago Rédua

O último fim de semana foi memorável para Erberth Santos. O faixa-preta conquistou o ouro no Abu Dhabi Grand Slam de Los Angeles (EUA) e, de quebra, ainda levou o título do “King of Mats” – novo torneio da UAEJJF -, que premia o campeão com o valor de US$ 10 mil. À TATAME, o lutador disse gostou do formato que obriga os atletas a darem o máximo.

“Eu achei da hora esse formato porque estimula os atletas a saírem na porrada e darem o máximo de si para finalizar as lutas. Algumas pessoas não entenderam as regras, mas pra quem entendeu, viu que foi muito bom. Tivemos ali um descanso de duas lutas, para lutar com os oponentes e, com isso, consegui me concentrar ainda mais, até pelo fato de qualquer erro ali ser fatal. Em relação à grana, o estímulo aumenta ainda mais, pois é gratificante ser reconhecido pelo seu trabalho, sem dúvida”, disse Erberth, que travou uma batalha com a fera Jackson Sousa na grande final e venceu na decisão dos árbitros.

“O Jackson é um atleta muito duro. Eu já luto com ele desde o início da minha carreira na faixa preta e nossas lutas sempre foram assim. Uma verdadeira guerra de gigantes, decidida em vantagem, nunca ninguém finalizou. Ele é um grande guerreiro que está sempre na batalha e, pra mim, é uma grande honra lutar com feras como ele”, destacou.

Ainda em entrevista à TATAME, o lutador contou mais sobre o feito em Los Angeles (EUA), parabenizou a organização da UAEJJF, projetou lutar a etapa do Grand Slam no Rio de Janeiro, em novembro deste ano, e ainda entrou em mais detalhes sobre o processo de liderar o Esquadrão Brasileiro de Jiu-Jitsu e lançar um programa de aulas online.

Confira abaixo a entrevista na íntegra com Erberth Santos:

– Capacidade física e mental no Grand Slam

Então, não foi fácil pois eu estava acostumado a somente treinar e me preparar para as competições. Mas, no momento, estou tendo que assumir outros compromissos que também são prioridades na minha vida. Enfim, apesar da correria, consegui manter meu foco e alcançar meu objetivo. Não estou ainda na minha melhor forma física, mas mentalmente não poderia estar melhor (risos), então saio satisfeito com o resultado.

– Elogio ao trabalho realizado pela UAEJJF

Quero agradecer o Rodrigo Valério, que é membro da UAEJJF, e está sempre me dando aquela força nos eventos. E quero parabenizar também a UAEJJF. Se eles me derem essa honra de participar do Grand Slan do Rio de Janeiro, estarei presente sim, com certeza, e darei o meu melhor para sair com as vitórias e também acrescentar ao evento.

– Chance de disputar o Brasileiro No-Gi

Esse final de semana quero lutar o Brasileiro No-Gi (sem quimono). A última vez que lutei foi em 2013 e eu não tenho esse título ainda, eu quero muito lutar esse evento agora na faixa-preta, porém eu tenho um seminário em São Paulo no domingo. Tenho que ver o cronograma se a luta vai ser no sábado. Se for, beleza, estarei lá para entrar em ação.

– Trabalho como líder do Esquadrão Brasileiro

Como todos sabem, hoje tenho a minha academia e vou te falar que é uma correria total, mas tem sido a melhor experiência da minha vida e eu sei no lugar que quero chegar. Como estou dando aula, estou tendo uma visão diferente do Jiu-Jitsu. Uma visão de mestre, de professor… E isso fez evoluir o meu Jiu-Jitsu, acho que está mais afiado e é só alinhar com a preparação física e os treinamentos de explosão. Acredito que assim vou continuar mantendo a performance e tendo bons resultados. Eu estou muito feliz por ter feito nove lutas e ter tomado só dois pontos. Eu queria não ter tomado nenhum, mas pra não tomar nenhum, a gente tem que diminuir o que estava tomando e eu já comecei.

– Plataforma online para ensinar Jiu-Jitsu

Então, esse foi mais um dos meus projetos esse ano, o #euvoutemotivaronline. Com esse avanço da internet, eu vi que poderia ajudar muitas pessoas pelo mundo que tem esse sonho de se tornar um atleta de ponta. Ali, eu ensino posições e dou dicas voltadas para o Jiu-Jitsu competitivo de uma forma simples e sem enrolação. Eu passo dez posições que serão renovadas mensalmente e sem cobrar caro, porque assim consigo ajudar mais pessoas. Ficou muito maneiro e estou muito feliz por mais essa conquista (confira aqui).

– Experiência como professor de Jiu-Jitsu

É muita correria agora. Eu sei o motivo que os meus professores ficavam tão chateados quando alguém faltava ou chegava atrasado no treino, pois a gente está ali, não por uma mensalidade, mas pela vontade de ver alguém dando certo na vida através do esporte, assim como aconteceu comigo. Faço, sim, com carinho e busco ensinar da melhor forma. São tantos motivos, que estou feliz e esse é mais um deles, quero terminar aqui agradecendo a Deus, em primeiro lugar, minha família, meus professores, meus fãs e todos que curtem o meu trabalho. Luto por vocês e esse título é nosso, com certeza. Oss!

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