Astro do The Coliseum, Erberth Santos fala sobre Jiu-Jitsu em octógono: ‘A energia muda’

Astro do The Coliseum, Erberth Santos fala sobre Jiu-Jitsu em octógono: ‘A energia muda’

Erberth Santos anunciou criação de sua própria equipe e planos para subir de peso (Foto: Mike Anderson)

Por Yago Rédua

Um dos principais nomes do Jiu-Jitsu na atualidade, Erberth Santos será o protagonista da próxima edição do The Coliseum Fight, no dia 4 de novembro, em Teresópolis, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Em entrevista à TATAME, o atual campeão mundial comentou sobre a oportunidade de lutar Jiu-Jitsu no octógono e revelou o clima diferente, principalmente, em relação ao público que estará presente no ginásio.

“Acho que lutar em um octógono deixa o clima, o contexto geral da luta, com mais expectativa e rivalidade. A energia do público muda, é impressionante. Fora isso, o espaço é diferente, e como eu tenho um jogo de muita agilidade, isso tem impacto, sim. Considero muito bom poder lutar no octógono, tenho me preparado a cada dia para ser um lutador mais completo e essa experiência, com certeza, vai somar muito na minha evolução”.

Além disso, o faixa-preta contou sobre a responsabilidade em ser o protagonista do evento, a importância de lutar em uma cidade que respira Jiu-Jitsu e já teve como moradores os membros da família Gracie, as trocas de farpas com o seu adversário Levi Costa e o fato de poder inspirar crianças e jovens que querem brilhar na arte suave em um futuro próximo.

Confira abaixo a entrevista com Erberth Santos na íntegra:

– Responsabilidade por ser a estrela do The Coliseum

Eu fico lisonjeado com esse convite e mais ainda por ser considerado a estrela de um evento tão expressivo como o The Coliseum. Mas, sim, com certeza gera uma carga maior, muita gente vai lá para ver essa luta e minha responsabilidade é fazer valer, fazer cada expectador ali sentir que valeu a pena ter ido e, mais, espero poder inspirar pessoas, essa é minha mensagem maior, o meu grande objetivo quando eu entro em ação.

– Teresópolis, família Gracie e orgulho do Jiu-Jitsu

Esse evento e esse convite vieram em um momento muito oportuno. Eu tenho buscado restaurar o orgulho dos atletas nacionais em relação ao Jiu-Jitsu. Nós somos o berço dessa arte, temos que perpetuar o brasileiro como símbolo dela. É uma honra enorme poder levar meu conhecimento e ainda competir na cidade onde morou a família Gracie. Temos que nos dedicar a fazer o Jiu Jitsu brasileiro ter seu valor reconhecido mundo afora.

– Trocas de farpas saudáveis com Levi, seu adversário

Sem dúvidas, eu acredito que uma troca de farpas é saudável e gera mais emoção para a luta. Quem não lembra dos anos 90, das rixas e de como isso fazia as equipes sempre darem o seu melhor nos tatames? Levantava a galera. Vamos reacender esse espírito no Jiu Jitsu brasileiro, vou dar trabalho para o Levi Costa, podem apostar nisso.

– Inspirar jovens e crianças de Teresópolis e do Brasil

Espero muito que sim (motive as crianças e jovens de Teresópolis). Quem conhece minha história, sabe como o esporte foi um divisor de águas na minha vida, sabe como eu sou grato ao Jiu Jitsu por tudo que vivo e ainda irei viver. Não só eu, mas todos os grandes nomes da arte suave devemos incentivar crianças e jovens a praticarem esportes, além de todos os benefícios para saúde e desenvolvimento que ele traz. O esporte ainda ensina muito sobre disciplina e espírito de equipe, cada vez que a molecada me fala que começou no Jiu-Jitsu por minha causa, e isso e é uma sensação imensa de dever cumprido.