Estudos apontam que pandemia do novo coronavírus pode levar a surto de obesidade; saiba como evitar

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* Uma recente pesquisa feita pela fabricante de monitores de exercícios físicos FITBIT pesquisou o número de passos diários de quatro milhões de usuários em todo o mundo nos meses de março e junho. O estudo mostrou que os níveis de atividade física caíram durante o isolamento e continuaram mais baixas do que o normal, mesmo em locais que já liberaram a prática de atividade física nas ruas e academias. Esse levantamento mostra também que as pessoas podem ficar ainda mais propensas a sofrerem os efeitos graves da Covid-19, já que alguns países apresentaram casos de reinfecção pelo vírus.

Uma outra análise publicada, pelo Banco Mundial em 26 de agosto, apontou que a obesidade não só aumenta o risco de morte em pacientes com o novo coronavírus em quase 50%, mas também pode reduzir a eficiência de uma vacina contra o Covid-19. Os mais jovens, entre 18 e 29 anos, foram os que ficaram mais inativos no período de isolamento.

No Brasil uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que quase quatro em cada dez pessoas engordaram durante a pandemia e em vários países, em algum momento, as medidas de isolamento levaram ao ganho de peso da sua população. França, Itália, Reino Unido e Israel também relataram ganho no peso de sua população durante o período de isolamento. O México, por exemplo, diminuiu em quase 80% o número de passos da sua população em junho de 2020 se comparado com o mesmo período do ano anterior. Na Índia, a contagem média de passos era 11% menor em junho.

O sedentarismo impulsionado pela pandemia é uma preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que criou uma campanha com a hashtag #HealthyAthome (#SaudávelEmcasa), com informações sobre exercícios simples e a quantidade de atividade física necessária para todas as faixas etárias.

O sedentarismo é extremamente preocupante, não só pelo risco do novo coronavírus, mas também por acarretar diversas doenças como a diabetes, colesterol e doenças cardiovasculares. A retomada às atividades físicas após um longo período de inatividade também deixa o indivíduo mais propenso à lesões e fraturas. Uma grande campanha de incentivo à atividade física deve ser feita pelos órgaos de saúde responsáveis em todo o mundo.

*Por Dr. Rafael Fonseca, Médico do Esporte e Ortopedista. 

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