Ex-UFC e astro do Jiu-Jitsu, Augusto Tanquinho fala porquê de não lutar MMA desde 2019: ‘Talvez falte aos grandes eventos darem uma oportunidade’

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* Atual campeão do ADCC, campeão mundial, campeão pan-americano, dentre tantos outros títulos na elite do Jiu-Jitsu, Augusto Tanquinho está sem lutar MMA desde junho de 2019, quando perdeu de forma polêmica para Igor Zhirkov no ACA 96, em Lodz, na Polônia. O título do ADCC, conquistado em 2019, na Califórnia (EUA), era para ser sinônimo de contrato fechado com algumas das melhores organizações de MMA, mas não foi o que aconteceu. Tanquinho, que já fez parte do plantel do UFC, comentou o que pode estar acontecendo.

“Não acho que os adversários tenham medo de mim. Tem muita gente dura que me enfrentaria, mas infelizmente, hoje em dia no MMA, todo mundo tenta fazer um recorde de vitórias e eu sou uma luta de risco para quem tem um recorde bom. Eles preferem não lutar. Os ‘matchmakers’ dos eventos daqui dos Estados Unidos estão tendo dificuldades de achar alguém. Acredito que no Brasil seria mais fácil de achar alguém, mas para mim não compensa receber em real, pois não pagam muito. Eu moro fora, faço e pago o meu camp todo em dólar, a conta não bate”, refletiu Tanquinho em entrevista exclusiva à TATAME, antes de seguir.

“Tanto faz para mim (com quem lutar hoje), nunca escolhi adversários e agora não seria diferente. De verdade, não sei o que falta para lutar. Talvez falte aos grandes eventos darem uma oportunidade pra mim. Alguém como eu, que sou atualmente o número um do meu esporte, e não consegue luta nos eventos menores, deveria ir para os eventos maiores, pois lá alguém toparia lutar”, argumentou Augusto Tanquinho.

 


Sem perder no Jiu-Jitsu há dois anos, o experiente faixa-preta contou que também não descarta um desafio de luta agarrada, desde que faça sentido, já que o lutador dedica boa parte do seu tempo aos alunos.

“Uma luta casada, para mim, agora, teria que ser algo que fizesse sentido ou algo que acrescentaria para o meu legado. Não vou lutar só por lutar, já fiz muito isso. Eu tenho família para criar, estou com 37 anos, meu foco é no crescimento e evolução dos meus alunos. Então, para abrir mão disso tudo e me dedicar aos treinos em tempo integral, tem que ser uma luta que vai me deixar animado para treinar”, concluiu ele.

* Por Vitor Freitas

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