Faixa-preta brasileiro ensina Jiu-Jitsu para profissionais de segurança pública nos Estados Unidos; confira

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Esdras Junior é peça fundamental na propagação do Jiu-Jitsu como arte marcial nos em Phoenix, no Arizona (EUA). O faixa-preta da Ares Jiu-Jitsu ministra aulas gratuitas para profissionais de segurança pública dos Estados Unidos com o objetivo de torná-los cada vez mais capacitados para controlar situações que precisem do contato físico, sem a utilização de armas de fogo ou uso de golpes contundentes, por exemplos.

As técnicas abordadas vão desde defesa pessoal ao Jiu-Jitsu ensinado nas classes normais, com atenção voltada para as técnicas em que o policial possa neutralizar e imobilizar os suspeitos em situações em pé e no solo. Esdras, praticante de Jiu-Jitsu há 13 anos, conta como funciona as aulas que tem policiais, militares do exército, agente penitenciários e outros.

“É importante ressaltar que tenho ajuda de um faixa-marrom nas aulas, que também é um agente federal que trabalha na base militar aqui, do Arizona. Nós conversamos bastantes para trazer o melhor do Jiu-Jitsu para estes profissionais que estão trabalhando pela nossa segurança. As aulas se baseiam em situações em que o policial ou um agente de segurança possa enfrentar na rua, fora de um ambiente controlado e sem regras. As técnicas são basicamente do Jiu-Jitsu, mas modificado para diversas situações considerando a realidade deles como, por exemplo, as armas que carregam consigo e o peso das suas vestimentas. É tudo sempre visando a integridade física de ambas as partes, ou seja, do policial e do suspeito”, explica o faixa-preta de Osvaldo Queixinho, antes de explicar como a academia Ares teve a intenção de ministrar aulas gratuitas para estes agentes de segurança pública.

“O Jiu-Jitsu pode capacitar qualquer um para uma vida melhor e, partindo deste pensamento, decidimos oferecer aulas gratuitas para estes profissionais visando uma melhoria da segurança e também da qualidade de vida dessas pessoas. Um policial bem treinado pode fazer cada vez mais um trabalho de excelência para a sociedade. Ele vai aprender a conduzir melhor uma abordagem que envolva contato e ainda vai ganhar uma melhoria em sua saúde. O Jiu-Jitsu agrega uma nova vida para todos”, destaca Esdras.

Antes de encerrar, Esdras conta como funciona a aplicação das técnicas durante as aulas, todas elas lecionadas sem o tradicional uso do quimono, chegando perto da realidade vivida pelos alunos.

“Todas as técnicas ensinadas são baseadas em técnicas aprendidas no Jiu Jitsu como, por exemplo, a levantada técnica e o rolamento. Nós mostramos também como manipular as articulações do adversário visando a desistência e obediência do mesmo, quando necessário. Visamos sempre o aumento de confiança e o domínio do agente durante a situação em que precise usar o Jiu-Jitsu, onde priorizamos o mínimo de dano para ambos os lados, reduzindo a necessidade do uso excessivo da força, assim como o uso de armas de fogo e outros artifícios. De modo geral, eles aprendem a ter domínio e controle de situações envolvendo imobilização de pessoas, com o mínimo de danos causados a ambos os lados, e a como lidar com possíveis situações de combate físico, como uma possível tentativa de queda, ou ataque por parte de um suspeito. Eles também aprendem a como se recompor e sair do solo em situações necessárias”, comenta.

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