Com ‘menos cobrança’, faixa-preta Igor Paiva celebra boa fase e comenta título no master 1 do Pan-Americano 2020

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Igor Paiva garantiu mais uma medalha de ouro para sua coleção ao vencer todos os oponentes no Pan-Americano 2020 da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF), encerrado no último dia 11 de outubro, em Kissimmee, na Flórida (EUA). Pela divisão dos médios no master 1, o faixa-preta da Soul Fighters precisou fazer quatro lutas, incluindo uma vitória importante sobre Jacob Mackenzie (GFTeam) na finalíssima.

Já embalado com uma vitória diante de Xande Ribeiro no Austin Open, último torneio que participou antes do Pan, Igor contou o segredo da sua excelente campanha: “Cabeça boa, relaxado e tranquilo. Estou me cobrando cada vez menos. O Jiu-Jitsu vai muito além de ganhar campeonatos e isso tira a cobrança de precisar ganhar a qualquer custo. As pessoas que escolhi para estar por perto também são um diferencial. Vai aí uma dica: coloque pessoas que somam ao seu lado”, revelou o campeão, para em seguida destrinchar a vitória contra Jake na final da categoria, na sua opinião, o confronto mais difícil.

“A final foi a minha luta mais complicada, com certeza. Fiz a final contra um atleta muito experiente, que é o Jacob Mackenzie. Lembro de ser faixa-azul e ver ele ganhando os campeonatos todos de faixa-preta. Ele é muito experiente. A luta foi decidida nos detalhes e com certeza preciso montar uma estratégia diferente para próxima vez que a gente for lutar. Queria, inclusive, agradecer a ele pela luta, pelo atleta e boa pessoa que ele é. Foi o tipo de final que só engrandece o nosso esporte. A luta terminou empatada, mas os juízes decidiram a meu favor, depois de uma raspagem para cada lado durante o tempo normal”, explicou Igor.

Faixa-preta desde 2017, Igor Paiva treina desde os 17 anos e tem uma jornada de respeito dentro das competições. A seguir, ele analisou as diferenças entre a divisão adulto e master nos torneios profissionais.

“É somente o tempo de luta e a forma de lutar que acaba mudando um pouco. Aposto que muito adulto de alto nível que se jogar na categoria de master vai se enrolar lutando seis minutos. Está muito competitivo e a mídia já entendeu isso. Por conta disso, as divisões master têm cada vez mais espaço. Muitos campeões mundiais, atletas que já escreveram sua história e ajudaram a construir o que o Jiu-Jitsu é hoje em dia, estão na divisão master. É uma divisão de muito prestígio. Estar lutando ali no meio de tanto atleta de alto calibre para mim é uma honra”, concluiu Paiva, que aguarda convites para superlutas em peso combinado 80kg.

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