Investidor do mercado de criptomoedas, Diego Aguiar analisa parceria milionária entre gigante do ramo e UFC

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No início deste mês, o UFC anunciou uma parceria milionária e de longo prazo com a Crypto.com, maior empresa de cartões de criptomoedas do mundo. Os valores oficiais não foram divulgados, mas segundo especulações do mercado, o montante gira em torno de US$ 175 milhões (cerca de R$ 895 milhões) em um contrato de 10 anos, o que torna a companhia de criptos a principal patrocinadora do Ultimate.

Os números do UFC são globais. Com a parceria, a marca Crypto.com, que será exposta nos uniformes dos atletas, vai ser divulgada para um público de 625 milhões de pessoas, 150 milhões de seguidores nas redes sociais oficiais do Ultimate e em mais de 175 países que têm acesso às transmissões do evento. O objetivo da companhia de criptos é se conectar com os consumidores convencionais da organização.

Investidor do mercado de criptomoedas, o brasileiro Diego Aguiar analisou a parceria: “Atualmente, a Crypto possui em torno de 10 milhões de usuários ao redor do mundo, e esse investimento num gigante da exposição como o UFC prova que eles querem mais; então é, realmente, uma aposta muito importante de ser observada”, comentou o especialista. “O crescimento do uso destas ferramentas tem sido notável e o mercado do MMA tem apresentado um grande interesse pela indústria blockchain”, completou.

Em maio deste ano, o Ultimate já havia anunciado a criação de sua própria criptomoeda, em parceria com a Chiliz (CHZ), projeto em blockchain que desenvolve tokens para ligas esportivas. Através desses tokens, que podem ser adquiridos pelo site socios.com, os fãs garantem experiências, recompensas, promoções e participações em algumas votações promovidas pela maior organização de MMA do mundo.

Para Diego Aguiar, a direção tomada pelo UFC segue a tendência do mercado: “Essa popularidade das criptomoedas também é explicada pela busca por soluções digitais de pagamentos, em sintonia com esse cenário de aceleração digital que presenciamos em todo o mundo. Para se ter ideia, o Ray Dalio, que criou o fundo hedge mais lucrativo do mundo e um dos mais proclamados autores e palestrantes no mercado financeiro, já deixou claro que prefere investir em bitcoin a títulos públicos atualmente”, lembrou o investidor.

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