Livro relaciona a Capoeira com a ‘malandragem’ no Rio de Janeiro e traz contextos históricos; saiba mais

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Arte marcial de extrema importância e com um enorme contexto histórico e social, a Capoeira está diretamente relacionada com a malandragem carioca. É o que garante Jorge Felipe Columá, que está lançando o livro “Da Navalha ao Berimbau”, da editora Arole Cultural. Trata-se de uma obra que investiga como a figura do malandro se relaciona com a do capoeirista, em uma simbiose que vai muito além das rodas e constitui uma identidade, ou melhor, uma filosofia de vida, segundo o próprio autor.

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A figura do malandro aparece como mito pregnante no imaginário capoeirista, sugerindo um aprofundamento nas relações entre eles. Ao desvelar o imaginário social que permeia os mestres de Capoeira da velha guarda do Rio de Janeiro, em contraponto aos jovens capoeiristas que agora adentram a arte, o leitor poderá perceber que símbolos e mitos permeiam estes imaginários, assim como compreender alguns dos segredos contidos nas falas desses capoeiras até, enfim, adentrar o universo da Capoeira e malandragem do Rio de Janeiro desde os áureos tempos da Lapa até os dias atuais.

“O livro disserta sobre a malandragem carioca e a relação que essa malandragem tem com a Capoeira. O malandro carioca, na verdade, ele é filho do Capoeira. Eu faço também uma viagem entre os mestres e professores de Capoeira e vejo a diferença do imaginário social do capoeirista para cada grupo. No grupo dos mestres, a Capoeira está muito ligado à malandragem, e no dos professores está mais ligada ao esporte”, destaca Columá, que também reforça a importância da Capoeira para as artes marciais.

“A importância da Capoeira para as artes marciais é enorme, é uma luta brasileira, a nossa luta, nossa manifestação corporal. O primeiro Vale-Tudo da história foi vencido por um capoeirista, de nome Ciriaco, esse fato consta no livro, venceu um japonês, lutador de Ju-Jitsu, antigo Jiu-Jitsu, chamada Sada Myako, que veio antes do Conde Koma para cá e desafiou um capoeirista, que venceu utilizando os atributos da malandragem. A malandragem perpassa nossa história o tempo todo e a gente repara isso, por exemplo, na ginga do Anderson Silva, que foi capoeirista. A gente percebe muito isso no brasileiro. Às vezes o brasileiro tem a ginga na essência e não percebe, mas essa ginga tem uma historicidade, e ela remete à Capoeira”.

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