Meregali detalha evolução e analisa luta com Lo: ‘Se é clássico, os fãs vão dizer’

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Por Vitor Freitas

É difícil encontrar Nicholas Meregali, faixa-preta de apenas 24 anos, sorridente nos campeonatos. Adepto a concentração e exílio pré-competição, como faziam os samurais, o gaúcho sempre aparece portando seu fiel fone de ouvido e um casaco estiloso, por cima do seu quimono de competição. Esta “mania” resultou em diversas medalhas de ouro e, inclusive, rendeu a Nicolas, seu maior título na carreira de faixa-preta, que começou em dezembro de 2016: o Mundial na Califórnia (EUA).

Em um passado não tão recente, em junho de 2017, para ser mais exato, Nicholas bradava ao quatro cantos da Pirâmide de Long Beach, na Califórnia o cântico de campeão, ao bater Leandro Lo na final da divisão dos pesado na faixa-preta adulto pela IBJJF. Foi um marco na carreira do jovem lapidado por Mario Reis e no esporte, pois seu adversário não sabia o que era perder na categoria há cinco anos – Leandro conquistou títulos mundiais no peso-leve, médio, e duas vezes no meio-pesado.

Depois de quase dois anos, o jovem Nicolas vai reencontrar Leandro Lo num duelo de tirar o fôlego no BJJ Stars, agendado para o dia 23 de fevereiro, no ginásio do Hebraica, em São Paulo. O que o futuro reserva para este possível “clássico do Jiu-Jitsu”? Bom, conversamos com Meregali e este analisa seu quinto duelo contra Leandro.

“É, lutei com ele uma vez de faixa-marrom e três vezes de faixa-preta. Se é um clássico do Jiu-Jitsu, os fãs que vão responder, estou aqui para lutar. Eu sei como o Leandro Lo passa toureando, sei como ele passa cruzando o joelho, sei as duas raspagens de guarda dele e sei a maneira que ele entra no single leg e no double leg”, analisa Nicolas que, logo em seguida, diz como tem treinado no QG da Alliance em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

“A minha academia, ela é sensacional, tenho todos os estilos de treino ali dentro, todos os biotipos diferentes que eu também encontro em competições. Tenho tudo ali que eu preciso e só me agrega”, destacou.

Campeão desde muito cedo, engana-se quem pensa que Nicolas pretende se ausentar um dia para abrir uma academia ou dar apenas aulas, algo que ama fazer. A jovem estrela do Jiu-Jitsu quer manter o ritmo de competições e viver no Brasil, sem intenção ou planos de ir para fora do país, a não ser para lutar e propagar a arte suave em seminários.

“Não tenho vontade de abrir academia. Gosto de dar aulas, mas não tenho vontade de morar fora e ter academia. É uma diferença muito pesada ser campeão mundial e administrar e administrar é complicado. Foi para mim também administrar, mas agora eu sei como tenho que lidar diante da vitória. 2018 foi um ano que me fez mudar muito e agora sei como vou agir em 2019”, detalhou Nicolas.

Para 2019, Nicolas quer resgatar a essência que transbordava nas faixas-roxa e marrom, como ele mesmo diz, a seguir, quando comenta sobre sua jornada na faixa-preta e os planos para seguir vencendo.

“Só progressão. Acho que minha carreira está no começo, estou me descobrindo cada vez mais e me preparando para faixa-preta. Estou relembrando um pouco do que eu era na faixa-roxa e marrom. É isso que eu estou buscando para minha faixa-preta”, encerrou.

SERVIÇO:

BJJ Stars
Data: 23 de fevereiro de 2019
Local: Clube Hebraica, São Paulo
Pay-per-view: aqui

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