Mestre Júlio Cesar comenta hegemonia da GFTeam no Brasileiro por Equipes e diz: ‘Não queremos perder o primeiro lugar’

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* Nas últimas dez edições do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu por Equipes, a GFTeam faturou nada menos do que seis títulos. Uma das escolas mais vitoriosas da arte suave nos últimos tempos, a academia tem ligação com o torneio antes mesmo de virar a Grappling Fight Team. Ainda como parte da antiga Universidade Gama Filho, o Mestre Júlio Cesar Pereira, atual líder da GFTeam, já treinava alunos e participa dos campeonatos. Naquele período, o time UGM desempenhava bons papéis e rivalizava com grandes escolas como Brazilian Top Team, Brasa e Alliance.

Nesta década, a equipe, que tem sua matriz localizada no Méier, Zona Norte do Rio, venceu seis vezes o evento, sendo atual bicampeã com os títulos de 2017 e 2018. Apenas a Nova União, em 2016, interrompeu a sequência vitoriosa da GFTeam. Em entrevista à TATAME, o Mestre Júlio comentou esse sucesso da academia e relembrou o passado sob o apoio dos professores Pedro Gama Filho e Paulo Jardim, que na época ajudavam a fomentar o Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro.

“Eu acho que o Brasileiro por Equipes é um dos campeonatos mais legais que tem e a galera aqui na academia curte muito também. Então, desde a época do professor Pedro Gama Filho, nós lutamos esse campeonato. No início foi difícil, mas teve uma época que começamos a ganhar e emendamos diversos títulos. É muito bacana esse campeonato”, destacou o renomado faixa-coral.

Reza a lenda no esporte que mais difícil do que ganhar é se manter no topo por tanto tempo. Isso, aliás, é tarefa para poucos na história. Exige esforço, dedicação e muita concentração. Por isso, o líder da GFTeam afirmou que todos dentro dos diversos núcleos espalhados pelo Rio de Janeiro e Brasil seguem empenhados em busca de um único objetivo: manter a GFTeam no lugar mais alto do pódio em 2019.

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“Nós estamos ganhando e isso cada vez motiva mais, não queremos perder essa primeira colocação de jeito nenhum, por isso temos mantido essa hegemonia no Brasileiro por Equipes”, apontou o casca-grossa.

O campeonato deste ano acontece na Arena da Juventude, no Parque Olímpico de Deodoro, Zona Oeste do Rio, no próximo sábado (7). A edição vai reunir, mais uma vez, grandes atletas que estarão representando suas equipes na briga pelo título, e o Mestre Júlio Cesar, que vai em busca do tricampeonato, contou que a preparação foi a melhor possível e espera um evento bem disputado. “A expectativa para este ano é que entrem mais equipes na competição para ficar com um glamour ainda maior em relação aos últimos anos”.

Início no esporte e criação da GFTeam

Hoje uma figura respeitada internacionalmente e líder de uma das principais equipes de Jiu-Jitsu do mundo, Júlio Cesar começou no esporte por influência dos amigos. Sempre muito tímido, logo de cara notou a transformação que a arte suave já fazia sobre ele e se apaixonou de vez, iniciando uma carreira de sucesso.

“Comecei em 1974, na Vila da Penha, com o professor Salomão. Na época com 9 anos de idade, eu tinha vários amigos que treinavam na academia e isso me deu motivação para treinar. A maior transformação que o Jiu-Jitsu fez comigo foi em relação a timidez. Eu era muito tímido, ainda sou. Mas desde que eu entrei no Jiu-Jitsu, me apaixonei pelo esporte. Naquela época eu jogava Futebol também, as pessoas me criticavam, falavam que eu era vagabundo, para arrumar um emprego, e hoje em dia essas mesmas pessoas são meus fãs, elogiam o meu trabalho”, disse, relembrando ainda do saudoso Pedro Gama Filho, importante figura.

“Dentro da minha carreira eu tive a oportunidade de conhecer o Pedro Gama Filho e o Paulo Jardim, que foram duas pessoas importantíssimas na minha trajetória. Se hoje a GFTeam está onde tá, em cinco continentes, eles são dois dos principais responsáveis. Depois o professor Pedro veio a falecer, mas continuamos com o nome em gratidão. Tivemos que nos mudar da Universidade para uma sede no Méier, acabar com a equipe Gama Filho e montamos a GFTeam, que continua como a sigla Gama Filho Team, uma homenagem a tudo o que ele fez, não só pela equipe, mas por mim, que dei continuidade ao trabalho”.

* Por Yago Rédua

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