Novo faixa-preta, João Costa fala sobre graduação com corredor polonês: ‘É a tradição’; assista à cena

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* No início de junho, João Costa recebeu a faixa preta de Jiu-Jitsu das mãos do casca-grossa Roberto Cyborg. A graduação foi bastante comemorada pelo lutador mineiro e, seguindo a tradição da Fight Sports Miami – e outras equipes -, João passou pelo conhecido corredor polonês. De olho, a TATAME compartilhou no seu Instagram um vídeo postado pelo próprio atleta com o momento da “celebração” e que gerou bastante repercussão nas redes sociais, com mais de 12 mil likes e 500 comentários – entre leitores contra e a favor.

Em entrevista, João se mostrou surpreso com grande engajamento. Entre os comentários, muitos celebravam o costume “raiz”, enquanto outros criticavam, achando se tratar de uma prática ultrapassada. Para o agora faixa-preta, é tudo uma questão de tradição da academia que você representa. E ninguém é obrigado.

“Sinceramente, eu não vi a repercussão toda, ainda mais com o tanto de curtidas e pessoas compartilhando. Mas li alguns comentários e gostei bastante da interação. Na minha opinião, isso aconteceu porque o corredor polonês é um momento de tradição em várias academias de Jiu-Jitsu. Eu, por exemplo, acho certo você seguir as tradições da academia que representa. Se você não está de acordo, então é melhor procurar outro lugar onde se sinta mais confortável. O esporte te dá liberdade de escolha”, disse João, que continuou:

“Desde que eu cheguei na Fight Sports aqui em Miami (EUA), vi isso como uma tradição onde todos da equipe passavam ao serem promovidos. Uma representação da evolução onde tem um processo doloroso, porém gratificante. Foi algo novo pra mim, pois eu nunca tinha passado (por um corredor polonês), dói muito, mas a sensação de merecimento é tão grande que compensa qualquer coisa”, completou o brasileiro.

No vídeo, é possível ver João Costa caminhando de forma calma e tranquila, porém, algumas “faixadas” chamam atenção. Questionado se teve uma que doeu mais, o casca-grossa não hesitou em citar o nome de Viktor Doria, integrante da equipe e faixa-preta desde 1999, e comentou sobre o momento em equipe: “Receber a faixa preta significou demais pra mim, porque eu sei o tanto que me esforcei e trabalhei duro por ela. Não que eu almejasse a faixa em si, mas sim porque queria merecer estar entre os melhores. Então, decidi que iria passar pelo processo da melhor maneira possível. Teve até uma hora que me apavorei um pouco, mas respirei fundo e mantive a calma. Com certeza, o golpe que mais doeu foi do Viktor Doria (risos)”.

 

Espelho em Cyborg e foco No-Gi

Tricampeão pan-americano sem quimono na faixa-marrom, João Costa tem como espelho justamente o seu mestre, Roberto Cyborg, um craque nas disputas No-Gi. Aos 27 anos, o lutador afirmou que sua prioridade hoje é evoluir sem pano e projetou a estreia na faixa preta, que deve acontecer no Chicago Open da IBJJF.

“Eu admiro o Cyborg e me inspiro muito nele, como atleta e pessoa. Receber a faixa preta dele foi algo muito gratificante, uma sensação de conquista. Treino a quase oito anos e agora vai mudar bastante coisa, estou na primeira divisão do Jiu-Jitsu (risos). Sei que irei enfrentar atletas bem mais experientes, porém estou empolgado e confiante para essa nova etapa. Meu principal objetivo é ir para o ADCC no ano que vem. Para isso, vou disputar o ADCC Trials, que vai acontecer no Brasil no começo de 2022”, contou, antes de encerrar:

“A minha estreia como faixa-preta acontecerá agora em julho, no Chicago Open (da IBJJF), e depois vou ver a programação, sempre com foco no ADCC. Em relação às superlutas, hoje o cenário conta com muitos atletas excelentes e, pra mim, seria uma honra enfrentá-los no futuro. O meu caminho está só começando”.

* Por Diogo Santarém

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