Pablo Mantovani detalha finalização no F2W e reprova ‘trash talk’ no Jiu-Jitsu: ‘Não acredito que é o caminho’

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Pablo Mantovani, 24 anos, voltou a vencer no Jiu-Jitsu no último fim de semana, em San Diego, na Califórnia (EUA). O faixa-preta da Atos jogou pra frente para finalizar André Pontes com uma chave de joelho no F2W 117, evento somente de lutas casadas. Para o campeão, o fato de ter uma preparação mental antes do duelo foi determinante no triunfo.

“Busco fazer uma preparação mental sobre a luta e imaginar como todas as situações vão ser boas pra mim e suas variações. Penso sempre em maneiras de alcançar a vitória, seja por finalização ou por pontos, depende da minha estratégia. Faço isso tudo quando estou na preparação para os eventos, seja ele qual for. Também dou bastante atenção para o meu aquecimento pré-luta, que me faça suar bem, pois evito ser surpreendido pelo meu adversário na hora H. Quando alinho isso tudo, tenho convicção que estou pronto e sigo”.

O atleta da Atos ainda revelou o caminho que usou para finalizar André Pontes no leglock, após aplicar o berimbolo e dar botes no pé do rival, algumas de suas especialidades.

“Ter o controle das pernas do meu oponente foi a primeira parte para ajudar minha posição, pois sempre que efetuo um ataque, eu faço ele me ceder algo. Naquela ocasião, quando fui atacando as costas e os pés, ele foi defendendo até que nos embolamos e pude atacar o leglock. Venho trabalhando muito nessas posições”, explicou Mantovani, antes de dizer como pretende investir o dinheiro ganho com a premiação do Fight 2 Win.

“Tenho metas pessoais, onde procuro fazer o uso desses recursos para alcançar elas. Estar fora de casa é algo que custa caro e isso ajuda a manter nossa alimentação, treino e saúde em dia. Busco também ajudar minha família e projetos sociais, onde lidero uma campanha ‘Eu sou criança eu tenho um sonho’, que farei virar lei de incentivo aos projetos sociais”.

Antes de encerrar, Pablo deixou sua visão sobre o “trash talk” no Jiu-Jitsu. Ele acredita que esse não é um bom “caminho para se promover” no esporte, como temos visto no MMA.

“Eu não acredito que é o caminho. Eu vejo que não é esse exemplo que eu quero dar para meus filhos um dia e para a próxima geração: respeito é bom, eu gosto! Mas tem muitas pessoas que não pensam assim e no fim da história vão ser lembrados como mal exemplos. Se você olhar os melhores esportistas do mundo eles não usam isso. Eu nunca vi o Cristiano Ronaldo falando mal dos adversários, nem o Lionel Messi ou o Michael Phelps. Também não vi Usain Bolt, os irmãos Mendes, os irmãos Miyao e Roger Gracie. Então acho que, sendo bem honesto, quem faz isso é quem não consegue ficar sem aparecer e chamar atenção. Mas respeito todos e a decisão que cada um toma”, encerrou o faixa-preta.

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