Perto de revanche, Lyoto Machoda diz que Phil Davis não está ‘engasgado’, mas destaca: ‘Duelo muito importante’

Publicidade

* Quase um ano depois de sua última luta, que aconteceu em setembro do ano passado, quando foi derrotado por Gegard Mousasi na decisão dividida, Lyoto Machida está pronto para retornar à ação. Na próxima sexta-feira (11), o “Dragão” vai enfrentar Phil Davis na luta principal do Bellator 245, em duelo que será uma revanche de 2013, quando Davis venceu o brasileiro por unanimidade no UFC 163.

Sete anos depois do primeiro encontro, Lyoto agora está com 42 anos, enquanto Davis tem 35. O americano vem de duas vitórias consecutivas no Bellator, contra Liam McGeary e Karl Albrektsson, respectivamente. Já o brasileiro, antes do revés sofrido para Mousasi, em agosto de 2019, também vinha de dois triunfos, diante de Rafael Carvalho e Chael Sonnen. Pronto para o reencontro diante do “Mr. Wonderful”, Machida garantiu que não está “engasgado” pelo resultado negativo na primeira luta, mas ressaltou a importância de vencer.

“Não estou engasgado, de forma alguma, acho que cada momento é um momento, cada luta é uma luta. O duelo contra o Phil Davis é muito importante pra mim. Se trata de uma revanche, sim, mas ao mesmo tempo eu não posso ter aquele sentimento ruim. É uma nova luta, um novo momento, sete anos se passaram desde a primeira luta, então tudo isso nos mostra que esse momento não tem nada a ver com aquele momento. Ele é um outro lutador, eu também, a experiência conta. É uma luta completamente diferente, apesar de sabermos que as características se mantêm”, afirmou Lyoto em entrevista à TATAME.

Confira o restante da entrevista com Lyoto Machida:

– Negociação para revanche contra o Phil Davis

A negociação com o Bellator é sempre tranquila, fácil, mas tudo o que estava impedindo era esse problema que o mundo está vivendo, por conta da pandemia, estava impedindo a realização de eventos. Cada evento tem sua maneira de pensar e o Bellator foi cauteloso, não queria retornar logo. Mas eles falaram que, assim que eles voltassem, eu teria uma oportunidade de lutar, então isso já me deixou bem mais tranquilo.

– Preparação e período de um ano sem lutar 

A preparação está ótima e eu já vinha treinando desde a minha última luta, no ano passado ainda. Eu tirei um descanso de 15 dias e voltei a treinar bem, com objetivo de melhorias técnicas. Mas lógico que o período sem lutar sempre pesa um pouco. Pode dizer que tem experiência, que tem tudo, mas é muito importante você estar em ritmo de competição, em ritmo de luta, isso pesa bastante. Então, com certeza, um ano sem lutar pode pesar, sim, mas também acredito que o treinamento pode compensar de alguma forma.

– Mudanças no camp a partir da experiência

Com o passar do tempo, com a maturidade, a idade, a experiência conta bastante, mas o camp de luta precisa ser todo monitorado. Hoje estou com o Chicão, que faz a minha preparação e a do Patrício Pitbull também. Estou com o Mano Santana, que faz, junto com o Chinzo (Machida), a parte em pé, e o Chad, que me auxilia na parte de Wrestling e Jiu-Jitsu. Esse camp monitorado é muito importante para que se tenha rendimento, e não um treino por treino. A gente está falando de alta performance, de rendimento, então tudo é muito bem medido e qualquer coisa além da conta pode prejudicar. É preciso manter a atenção.

https://www.instagram.com/p/CE9PfLnD-Ym/

– Atuações no peso médio e no meio-pesado

Em relação à categoria dos meio-pesados, eu sempre gostei dela e estou tendo a chance de poder fazer algumas lutas lá. Acho que essa era o meu objetivo, de poder lutar nas duas categorias, e estou tendo essa oportunidade. O que muda em relação ao peso médio é que não tem aquele estresse de dieta, de cortar peso, e justamente por isso eu me sinto melhor. Sinto que chego (na luta) mais forte, não tem aquele sacrifício de ter que bater o peso, de estar muito ligado nessa parte da dieta. Para o meio-pesado, a minha dieta é comer muito, de forma saudável, comer com qualidade, para manter a massa muscular. É uma dieta muito mais produtiva, ao contrário do corte de peso para o médio, onde a dieta é bem restritiva.

– Primeira luta contra o Phil Davis, em 2013

Não foi um dia legal, porque a vitória não veio. Acho o Phil Davis um lutador excelente, tem a característica de marcar muitos pontos. Lógico que se deixar ele vai finalizar ou nocautear, mas a característica maior dele é de marcar pontos, então ele passa a ser um lutador difícil. Ele quer pontuar e vencer a luta por pontos, o que não vejo nada de errado, é a maneira que ele encara a luta. Tudo mudou, mas acompanho o trabalho dele, porque eu já mirava essa categoria meio-pesado, sabia que ele poderia ser meu adversário.

– Estratégia para impedir o ‘jogo amarrado’

O objetivo é fazer o jogo de MMA. Lógico que eu tenho meu carro-chefe, mas está preparado para a arma principal do Phil Davis, que é o jogo de grappling, de agarrar. Nós que estamos há muitos anos na estrada, a gente já sabe como lidar com isso, que estamos sujeitos a passar por qualquer situação. É um treino de MMA e uma preparação completa. É difícil prever a luta antes de tudo acontecer, mas, como sempre, eu me preparo bastante para poder dar o melhor show para todos. E com certeza espero sair com a vitória.

* Por Diogo Santarém 

Publicidade

Notícias relacionadas

DEIXAR UMA RESPOSTA

Por favor, poste seu comentário
Por favor, escreva seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Publicidade