Professor e faixa-preta, Rodrigo Prado destaca importância da língua espanhola para lutadores brasileiros

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Ídolo no Japão desde os tempos de PRIDE, Rodrigo Minotauro certa vez fez uma analogia: “Para o lutador de MMA, aprender uma nova língua é como adicionar mais uma modalidade em seu jogo”. Isso foi dito na primeira década dos anos 2000. Mais de 10 anos depois, está mais do que provado que saber se comunicar com outras nações é um fator essencial para o impulsionamento da carreira, seja como atleta ou até mesmo como professor, abrindo as portas para dar aulas em qualquer continente mundo afora.

Além disso, se engana quem pensa que essa outra língua necessariamente deve ser o inglês. Faixa-preta de Caratê, fã de lutas e professor de espanhol, Rodrigo Prado explicou o quão importante pode ser o castelhano.

“Todos nós conhecemos os benefícios de saber uma segunda língua, mas no caso dos artistas marciais brasileiros, saber espanhol é digamos que essencial”, afirmou o professor, que citou o ex-campeão peso-pesado do UFC, Fabrício Werdum, como um exemplo nesse sentido.

“Fabrício Werdum é fluente em espanhol e isso o levou até a comentar o UFC em espanhol para a comunidade latina na televisão. Só no Instagram, ele tem mais de 1 milhão de seguidores, o que o torna um dos lutadores mais atraentes para receber patrocínios e também fazer negócios”, lembrou Rodrigo.

A seguir, Rodrigo Prado listou quatro razões que tornam a língua espanhola uma importante ferramenta no leque dos lutadores de MMA brasileiros que sonham em ganhar popularidade além das fronteiras do país.

1- Poder se conectar com mais pessoas:

“Embora sejam artes marciais, onde eles são admirados pelos diferentes tipos de socos, chaves ou chutes, as pessoas sempre querem se conectar com os lutadores. Eles querem saber como pensam e o que dizem. Quando os artistas marciais sabem espanhol, eles podem se conectar com pessoas de toda América Latina”.

2- Mais seguidores nas redes sociais:

“Como consequência do primeiro motivo, as pessoas não só acompanham os lutadores através da televisão, mas também em todas as redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter, Tik Tok, entre outras”.

3- Permite fazer mais negócios:

“Se um lutador brasileiro só é reconhecido no Brasil, seu mercado-alvo é apenas o seu país de origem. Porém, quando você lida com outro idioma, é bem possível que marcas de outros países chamem você para patrocínios ou campanhas publicitárias. As empresas procuram figuras afinadas e a linguagem é essencial”.

4- Seminários ao redor do mundo:

“Diferentes escolas ou organizações de artes marciais estão sempre procurando se aperfeiçoar e aprender com a maioria dos especialistas. Se um lutador sabe espanhol, é mais atraente chamá-lo para dar um seminário e ensinar novas técnicas ou tipos de treinamento, a informação flui muito mais e também economiza para um tradutor na hora de criar um evento”.

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