Proprietário da Delfim fala sobre ONG que atende comunidades do Rio de Janeiro e diz: ‘Nós salvamos vidas’

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Por Mateus Machado

Referência no Boxe e responsável por formar grandes atletas, a Academia Delfim, na Tijuca (RJ), mantém atualmente uma série de projetos sociais. Para torná-los cada vez maiores, o proprietário Gabriel Ribeiro decidiu tomar uma importante decisão e, em 2015, fundou a ONG Mais Vida, que tem sua sede no mesmo prédio da academia, na Rua Pereira de Siqueira. A instituição pretende oferecer atividades especiais para jovens e idosos, e também emprega na Delfim ex-presidiários, uma das causas do projeto de ressocialização.

“A Mais Vida nasceu no final de 2014, início de 2015. Como eu sempre fiz muitos projetos aqui na Delfim, apareceu um pessoal me apresentando esse projeto, do qual eu ‘namorei’ por um ano e depois começamos a organizar. Alguns projetos já existiam na academia, como dos ex-detentos e também já existiam as bolsas das comunidades que vinham aqui na academia. No final de 2015, eu comecei a dar um valor maior para isso e hoje a minha empresa é uma associação. A minha intenção é fazer a interação das comunidades aqui na academia em relação à luta. Hoje nós temos ex-detentos que têm carteira assinada e trabalham comigo, além de interagir aqui dentro. Eu tenho um convênio com a Prefeitura, onde recebo menores assistidos, além de um convênio com a VEP (Vara de Execuções Penais), onde eu recebo pessoas com penas de até 1 ano, 8 meses e penas alternativas, e também as bolsas paras as comunidades próximas, como a do Turano, Borel, Formiga, Salgueiro e Vila Mimosa. É um trabalho muito interessante. Vale ressaltar também que estou em parceria com o Rogério, que é um cara que já trabalhou com ONGs por muito tempo e mora na Rocinha. Ele é um cara que está levando a Mais Vida para os Estados Unidos. A gente está fazendo umas conferências com universidades americanas e espero que dê tudo certo para que a gente possa ampliar mais esse projeto”, disse Gabriel.

A ONG Mais Vida realiza convênios com organizações que acolhem portadores de deficiência física e moradores de baixa renda, provenientes de comunidades carentes do Rio de Janeiro e que treinam na academia como bolsistas, conforme Gabriel explicou.

“A Mais Vida é a Delfim, ambas andam em conjunto. A Delfim já existia e eu já coloquei alguns projetos ali, só que era uma empresa normal. Eu tinha uma outra empresa, e com isso, eu fiz uma junção, onde nasceu a associação Mais Vida, que é uma ONG. Com todos esses projetos que a gente conseguiu, nós salvamos vidas. Nosso maior trabalho hoje é com cárceres, que é o mais difícil de atuar, são as comunidades, os presídios também. Então, dentro desse projeto, eu consegui fazer com que duas pessoas se entregassem, porque estavam foragidos, me ‘usaram’ para ir à cadeia e depois vieram trabalhar na academia. Isso foi antes de nascer a associação, mas depois disso, ampliamos nosso projeto em outras comunidades. O meu grande sonho é fazer com que o prédio da Delfim vire um grande prédio social, com todas as ações que a gente faz lá, com Boxe, Muay Thai, Jiu-Jitsu, musculação, que isso vá para o povo, para melhorar a saúde deles e trazer uma inclusão social. Estou muito empenhado em trazer isso para as comunidades”, concluiu.

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