Radicado nos EUA, brasileiro Lucas Valente fala sobre relação entre atletas e opina: ‘Jiu-Jitsu é um só’

* O brasileiro Lucas Valente foi um dos grandes destaques do penúltimo 3GC (Third Coast Grappling), realizado em maio, quando, convocado de última hora, aceitou o duelo contra Justin Renick e finalizou seu adversário com uma justa chave de pé. Em entrevista à TATAME após o evento, o faixa-preta da Gracie Barra comentou sobre a sua participação e o triunfo.

“Eu aceitei a luta com três dias de antecedência, sendo não lutava sem quimono há um ano e meio e meu oponente só luta No-Gi, além de ser mais pesado. Porém, eu estava bem preparado, aceitei o desafio e graças a Deus deu tudo certo. Para mim, isso mostra que trabalho duro e inteligente sempre compensa”, analisou Lucas, que ainda destacou o momento da finalização.

“O Justin é muito perigoso com finalizações, disputa sempre No-Gi, então me antecipei nos ataques e consegui finalizar ele com uma chave de pé reta em 17 segundos”, disse brasileiro, já projetando seu retorno às competições. “Venho conversado bastante com o Fight To Win e acredito que vou lutar no evento deles em breve. Sobre o Mundial, é difícil falar muito, mas claro, espero que aconteça”.

 

Brazilian Jiu-Jitsu x American Jiu-Jitsu

Pupilo do casca-grossa Vinicius Draculino, Lucas também opinou sobre a polêmica American Jiu-Jitsu x Brazilian Jiu-Jitsu, que cresceu ainda mais após o episódio envolvendo André Galvão e Gordon Ryan (saiba mais). Na visão do faixa-preta, tudo não passa de uma “bobeira”, com a arte suave sendo uma só.

“Essa questão de BJJ x AJJ, eu acho isso uma bobeira tão grande… Na minha opinião Jiu-Jitsu é Jiu-Jitsu, e pronto. Acho que os atletas nesse ‘movimento’ estão fazendo por uma questão de marketing. Não acredito que existe esta divisão, é Jiu-Jitsu”, disse o lutador, citando o movimento de alguns atletas americanos, mas destacando que, no dia a dia, a relação entre eles é boa.

“O nível aqui nos Estados Unidos está altíssimo de uma forma geral e a relação (brasileiros e americanos) é muito boa. Não vejo nenhuma tensão ou qualquer ‘bad vibe’ entre a galera”, encerrou Lucas, que foi vice-campeão no último Mundial de Jiu-Jitsu da IBJFJ, em 2019.

* Por Diogo Santarém