Tayane Porfírio fala sobre razões para mudança de equipe, relação com Gigi Paiva e afirma: ‘Não olhei para as críticas’

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* Considerada um dos principais nomes do Jiu-Jitsu feminino, Tayane Porfírio passou por grandes mudanças nos últimos anos. A faixa-preta deixou a Alliance, onde foi treinada por anos pelo professor Gigi Paiva, para morar na Inglaterra, onde passou a treinar na Gracie Barra/Roger Gracie. As mudanças “radicais”, de país e equipe, trouxeram amadurecimento e experiência para a multicampeã, ao mesmo tempo em que ela precisou lidar com uma longa suspensão por doping imposta pela USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos).

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O processo de troca de equipes, apesar de ser encarado com mais naturalidade nos dias de hoje, ainda levanta alguns questionamentos e críticas por parte de atletas, professores e demais envolvidos nos bastidores da arte suave. A mudança para a Inglaterra e, consequentemente, de academia, foi complexa e difícil, mas Tayane garante que a dificuldade se deu por questões relacionadas ao seu professor e, logicamente, pela saída da Alliance. A lutadora garante não ter dado atenção para as críticas que recebeu.

“Acredito que as pessoas sempre vão querer se meter na vida dos outros, falando o que eles acham ou pensam. Acho que o Jiu-Jitsu já está bem mais profissional e os atletas estão escolhendo o que é melhor para eles. Jiu-Jitsu, hoje em dia, é trabalho. Para falar a verdade, eu nem olhei para as críticas, não li nenhuma, na verdade. Me entendi com meu professor e as pessoas de fora não precisam achar nada. É sempre uma decisão difícil de tomar, porque envolve professor, equipe e mudanças.  Mas minha decisão foi por ter saído do Brasil, e aqui (Inglaterra, onde mora atualmente) não ter Alliance”, disse a casca-grossa.

Veja o restante da entrevista com Tayane Porfírio:

– Principais mudanças desde a ida para a Inglaterra

Mudei bastante a minha forma de pensar, sobre o que falar e não falar em devidos lugares, saber me controlar para não rebater as críticas de internet. A gente começa a conhecer pessoas com uma mente mais evoluída e busca isso também. Aqui as pessoas têm uma forma de pensar muito evoluída.

– Reação do Gigi Paiva na época e relação atualmente

Na época foi difícil. Ficamos sem nos falar por uns meses e depois consegui que ele entendesse meu lado. O problema nunca foi a equipe, ele entendeu o real motivo e entramos em um acordo. Ele é peça fundamental para minha vida profissional, ele sabe o que falar. O que ele fala para mim eu não discuto, porque ele me conhece mais do que eu mesma (risos). Hoje em dia, não vivo sem ele, com certeza é muito importante.

– Conselho para jovens atletas que também desejam mudar

Primeiro passo é conversar com seu professor Se ele torce pelo seu sucesso, ele vai falar para você voar. Segundo passo é ver se a proposta vale realmente a pena, para não cair na lábia de pessoas mentirosas. Terceiro (passo) é correr atrás do seu sonho. Acho que quando treinamos em um lugar onde todos têm o mesmo foco que você, a chance de ganhar é dez vezes maior. Mas nunca esqueça de quem te abriu portas.

– Contratação de atletas e novo ‘mercado’ do Jiu-Jitsu

Eu acho que as pessoas precisam abrir mais a mente e pensar da seguinte forma: se eu não posso oferecer algo melhor, realmente é torcer para que seu atleta conquiste o mundo e aconselhar a tomar a melhor decisão. O Jiu-Jitsu é um trabalho, e empresas sempre vão buscar melhores funcionários. É assim que vejo.

* Por Mateus Machado

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