Tributo a Anthony Johnson: entre nocautes e lutas épicas, relembre a trajetória do lutador no MMA

Com passagem vitoriosa pelo UFC, Anthony Johnson faleceu no último domingo (13), com apenas 38 anos de idade; veja mais detalhes

Tributo a Anthony Johnson: entre nocautes e lutas épicas, relembre a trajetória do lutador no MMA

Ex-UFC, Anthony Johnson faleceu no último domingo, aos 38 anos de idade (Foto: Divulgação/UFC)

* Desde o início de sua carreira no MMA, em 2006, Anthony Johnson – também conhecido como “Rumble” – já dava sinais do seu potencial. No último domingo (13), porém, o lutador partiu cedo demais, deixando a comunidade do MMA devastada. Aos 38 anos, Johnson morreu vítima de falência múltipla dos órgãos. Recentemente, amigos e familiares do lutador já vinham comentando que ele passava por um grave problema de saúde.

“Rumble” estava há mais de um ano lidando com a doença, e apesar dos detalhes em volta de sua saúde serem mantidos privados, a imprensa norte-americana noticiou que a causa da morte foi devido à complicações provocadas por um câncer no sistema linfático.

Nas redes sociais, diversos lutadores, fãs e personalidades prestaram homenagens a Anthony Johnson, que nascido em Dublin, na Geórgia (EUA), lutou profissionalmente por quase 15 anos e acumulou 23 vitórias, sendo 17 delas por nocaute, além de seis derrotas no MMA e duelos marcantes.

Início meteórico no MMA

Muito habilidoso na luta em pé e contando com um poder nas mãos que viria a ser temido pelos seus futuros oponentes, Johnson chegou ao UFC no ano de 2007 com apenas três lutas nas artes marciais mistas. Seu primeiro oponente, Chad Reiner, não durou nem 13 segundos, vítima da mão esquerda devastadora do americano. Porém, vale ressaltar que a primeira passagem de “Rumble” pelo Ultimate foi marcada pela dificuldade do atleta em bater o peso.

Anthony Johnson, vale ressaltar, lutava na categoria dos meio-médios, e em duas ocasiões distintas, ele não foi capaz de se manter no limite de 77kg. No ano 2012, ele subiu de categoria e enfrentou o brasileiro Vitor Belfort no UFC 142, realizado no Rio de Janeiro, mas não bateu o peso novamente, dessa vez por quase 6kg, e não foi perdoado pelo alto escalão do Ultimate. Após ser derrotado por Belfort ainda no primeiro round, Anthony acabou dispensado pela companhia no dia seguinte ao evento.

Saída e volta triunfal ao UFC

Seu tempo fora da organização serviu para que Anthony Johnson se dedicasse em achar a categoria onde teria sucesso. Após ganhar as seis lutas que fez fora do UFC, com passagens por eventos como Titan FC e WSOF, o “Rumble” retornou à organização, agora como membro da divisão dos meio-pesados (até 93kg). Essa nova versão, sem dificuldades com a balança e com poder de nocaute ainda mais assustador, foi a que se tornou icônica para os fãs de MMA, que a partir disso, puderam acompanhar o melhor de Johnson dentro do cage.

Apesar de nunca ter conquistado o ilustre cinturão do UFC, “Rumble” teve um cartel de vitórias impressionante. Ao se estabelecer como um meio-pesado, foram 13 vitórias em 15 lutas, perdendo apenas para Daniel Cormier, um dos maiores nomes do esporte e ex-campeão duplo do UFC (meio-pesado e peso-pesado). Após a segunda derrota para “DC”, Johnson anunciou que estava se aposentando do MMA, em 2017, mas a vontade de competir e a paixão pelo esporte não o deixaram.

Anthony Johnson disputou o cinturão meio-pesado do UFC em duas oportunidades (Foto: Divulgação/UFC)

Anthony Johnson disputou o cinturão meio-pesado do UFC em duas oportunidades (Foto: Divulgação/UFC)

Última luta e despedida

Em 2021, o lutador americano retornou ao MMA, dessa vez para competir no torneio dos meio-pesados do Bellator. Uma “luta dos sonhos” contra Yoel Romero, infelizmente, não se materializou, e Johnson enfrentou o brasileiro José Augusto Barros, vencendo por nocaute no segundo round. Era um novo começo, e “Rumble” parecia estar de volta e pronto para dar mais memórias e nocautes espetaculares aos seus fãs. No entanto, os problemas de saúde passaram a se tornar recorrentes e o impediram de continuar a carreira.

Em seu auge, Rumble proporcionou momentos e batalhas que estarão para sempre na memória dos fãs de artes marciais mistas. Entre seus grandes feitos, estão os nocautes contra as lendas brasileiras Rogério Minotouro e Glover Teixeira em menos de um minuto, duas lutas pelo cinturão épicas contra Daniel Cormier, o triunfo sobre Alexander Gustafsson no país natal do adversário, além de muitos outros momentos incríveis dentro do octógono que o fizeram ser considerado um dos grandes lutadores da sua geração.

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Anthony Johnson chegou a fazer uma luta pelo Bellator, em 2021 (Foto: Divulgação/Bellator MMA)

Anthony Johnson chegou a fazer uma luta pelo Bellator, em 2021 (Foto: Divulgação/Bellator MMA)

  • Texto por Pedro Palma