Uruguaio com ‘raízes brasileiras’, Garagorri analisa próximo duelo no UFC e revela: ‘Até hoje não tenho nenhum patrocinador’

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* Atualmente com 31 anos, Luiz Eduardo Garagorri chegou ao Ultimate com boas credenciais, invicto no MMA e, logo na estreia, em agosto do ano passado, saiu vencedor ao derrotar Humberto Bandenay por decisão unânime. Em sua última apresentação – no mês de novembro -, entretanto, veio a primeira derrota na carreira, para Ricardo Carcacinha, sendo finalizado ainda no primeiro round. Agora, praticamente dez meses depois, Garagorri vai retornar ao octógono no próximo dia 19 de setembro, em disputa contra Mirsad Bektic no UFC Fight Night 178, em Las Vegas (EUA)

Para o importante duelo, o uruguaio promoveu mudanças importantes. Mudou-se para Curitiba e passou a treinar na equipe Evolução Thai, liderada por André Dida. O Brasil, por sinal, está no coração do lutador. Filho de pai brasileiro e mãe uruguaia, Garagorri é natural da cidade de Livramento, vizinha à uruguaia Rivera, e ao ser questionado sobre sua ligação com o Brasil, não hesitou em dizer que o país está em seu coração e, para definir de uma maneira melhor, afirmou que é “metade uruguaio” e “metade brasileiro”.

“Eu gosto de dizer que sou o primeiro uruguaio e o quinto gaúcho a assinar com o UFC. Eu sou brasileiro também, possuo dupla nacionalidade. Isso é muito comum na minha cidade (é natural da cidade de Livramento, vizinha à uruguaia Rivera), porque nasci na fronteira, então não tenho como escolher um país em relação ao outro, represento ambos, sou metade uruguaio e metade brasileiro. Eu sou advogado, minha mãe também é advogada, mas atualmente não exerço a profissão. Desde pequeno, sempre quis tentar a sorte no mundo da luta, porque meu pai também lutava e esse era um sonho meu e dele. Ele que foi meu principal incentivador para eu continuar na luta”, disse o casca-grossa em entrevista à TATAME.

Torcedor do Grêmio e formado em Direito, mesma profissão de sua mãe, Eduardo Garagorri aproveitou para falar de outro assunto bem comum entre os lutadores: a falta de patrocínio e apoio financeiro para se manter no esporte. Com um cartel de 13 vitórias e somente um revés no MMA profissional, o atleta surpreendeu ao afirmar que, mesmo lutando pelo UFC atualmente, a situação segue a mesma: sem apoios.

“Até hoje, mesmo lutando pelo UFC, não possuo nenhum patrocinador. Achei que ia mudar o cenário após entrar no UFC, mas segue a mesma coisa. Antigamente, no começo da minha carreira, antes de chegar ao UFC, se não fosse meu pai, não poderia seguir treinando. Ele que me ajudou, e eu dava aulas também”.

Confira o restante da entrevista com Luiz Eduardo Garagorri: 

– Expectativa para o duelo contra Mirsad Bektic

Para essa luta, eu me mudei para Curitiba, vim treinar na equipe Evolução Thai, do mestre André Dida, e tem sido um período de ótimos treinamentos. O Mirsad Bektic é um excelente lutador, bom de Boxe e bom de Wrestling, mas eu considero que essa luta é uma ótima oportunidade para eu subir no ranking peso-pena, pois ele é um atleta que está no Top 15. Eu vou procurar manter a luta em pé, como sempre, e fazer uma luta empolgante para os fãs. O plano já está feito junto com minha equipe, agora é executar.

– Derrota para Ricardo Carcacinha na última luta

Naquela luta (contra o Ricardo Carcacinha), pouca gente sabe, mas eu não estava na minha melhor forma, lutei doente. Mas isso não é desculpa, o mérito foi dele, e no esporte de alto rendimento, só não perde quem não luta. Tirei muitas lições daquela luta, e são nas derrotas que a gente mais aprende. Procurei corrigir meus pontos fracos e agora é colocar em prática tudo que aprendi nessa luta contra o Bektic.

– Avaliação da passagem no UFC até o momento

Minha passagem no UFC está apenas no começo. Sempre treinei praticamente sozinho na minha cidade e agora que estou em uma equipe de alto nível, meu desempenho só tem a melhorar. E também acredito que o UFC gosta do meu estilo de luta, pois apenas com duas lutas, já renovei o contrato com a organização. Vamos seguir trabalhando diariamente, ir em busca de mais vitórias, a trajetória só está começando.

– Falta de patrocínio e pai como grande apoiador

Até hoje, mesmo lutando pelo UFC, não possuo nenhum patrocinador. Achei que ia mudar o cenário após entrar no UFC, mas segue a mesma coisa. Antigamente, no começo da minha carreira, antes de chegar ao UFC, se não fosse meu pai, não poderia seguir treinando. Ele que me ajudou, e eu sempre treinava e dava aulas também. Lutei de graça várias vezes, sem ganhar nada, ainda pagando para ir lutar, porque tinha a questão da viagem, né? Eu tinha que fazer lutas para aparecer. Então eu lutava e luto por amor ao esporte.

* Por Mateus Machado

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