Virna comenta luta contra Amanda Ribas no UFC 267 e diz: ‘Oportunidade para me projetar na divisão’

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* Vindo de uma boa vitória sobre a japonesa Kanako Murata, em junho deste ano, e atualmente na 12ª posição do ranking peso-palha feminino do Ultimate, Virna Jandiroba está pronta para dar o seu próximo passo na organização. No dia 30 de outubro, a “Carcará” fará um duelo de brasileiras contra Amanda Ribas – 11ª colocada na categoria – pelo UFC 267, marcado para a “ilha da luta”, em Abu Dhabi (EUA).

Em entrevista à TATAME, Virna admitiu que preferia não enfrentar uma compatriota, mas destacou o profissionalismo que o esporte exige e a oportunidade de pegar uma adversária ranqueada à sua frente na divisão até 52kg. “Se eu pudesse escolher, obviamente não lutaria com uma brasileira. Além de a gente dividir a torcida, todo mundo meio que se conhece, eu mesmo conheço a Amanda, mas profissionalismo acima de tudo. A categoria tem muitas brasileiras, então volta e meia a gente vai acabar se encontrando”, disse a lutadora, que completou:

“Apesar disso, estou muito feliz com essa luta. A Amanda está acima de mim ranking, é uma atleta que tem expressão, então é uma oportunidade boa para me projetar dentro da organização. Venho de uma vitória, em um processo de aprendizado grande, então é um momento de encantamento com tudo o que eu tenho aprendido. Além disso, sempre quis lutar na ‘ilha da luta’ e agora terei essa oportunidade especial”.

Faixa-preta de Jiu-Jitsu, Virna tem na luta de chão sua especialidade. Das 17 vitórias que possui no MMA, 13 foram por finalização, números que aumentam a confiança da lutadora para o seu próximo desafio. Ela, inclusive, acredita que o combate com Amanda – dona de quatro finalizações em dez triunfos – possa ser definido através da luta agarrada.

“Venho de uma vitória sobre uma menina muito dura, da seleção japonesa de Wrestling, e com certeza isso me dá mais segurança, confiança e motivação para os próximos passos. Estou em pleno processo de evolução, autoconhecimento e muito feliz com as possibilidades à minha frente”, falou a peso-palha, projetando o embate em Abu Dhabi. “É capaz que deságue no mesmo mar (luta agarrada). Esse jogo de grappling é um caminho natural para mim e pra ela, então pode ser que surja automaticamente. Confio muito no meu Jiu-Jitsu, mas tenho treinado de tudo e posso dizer que existem outros caminhos além desse”.

 

Por fim, a lutadora de 33 anos, que em caso de um triunfo sobre Amanda pode ingressar no Top 10 dos palhas, contou o que espera para a sua sequência dentro da categoria. Vale lembrar que, atualmente, Rose Namajunas é a dona do cinturão até 52kg.

“Chegando no Top 10 eu pretendo lugar com alguma menina à minha frente, e seguir o plano de subir no ranking, chegar em uma disputa de cinturão. Mas não estou com pressa, vou aproveitando o processo, o que tenho me tornado, porém, com certeza, quero enfrentar alguma adversária acima de mim e dar passos sólidos em busca do tile shot”.

* Por Diogo Santarém

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