Yahya muda estilo em busca de mais chances no UFC: ‘Falar passou a ser uma questão de sobrevivência’

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Por Diogo Santarém

Dono de uma personalidade pacata, Rani Yahya vem mudando seu estilo atrás de uma posição de destaque no UFC. Atualmente o 15º colocado no ranking da divisão dos galos, o brasileiro vem de três vitórias seguidas, porém, suas boas atuações não foram o suficiente para lhe garantir uma oportunidade contra os tops da categoria, pelo menos até agora.

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Demorou, mas Rani finalmente entendeu o MMA além da parte esportiva, como um “business”. Em entrevista à TATAME, o brasileiro falou sobre o tema e como está sendo aprender a se tornar, de certa forma, um lutador mais “falastrão” fora do octógono.

“O esporte MMA começa quando a jaula fecha e os juízes autorizam a luta, fora do octógono é um show, é ‘business’. Então, mesmo que você vença bem, amanhã todo mundo esquece. Você precisa fazer um trabalho por fora, um trabalho de mídia. Eu estou tentando fazer, mas não é uma coisa muito fácil pra mim, porque eu fiquei parado no tempo. Mas realmente tem que falar o que pensa, deixar um pouco essa postura humilde que a arte marcial acaba exigindo da gente. Tem que continuar respeitando, claro, mas falar o que pensa e desafiar, porque isso faz parte. Quando a gente pega o microfone depois da luta, é uma oportunidade de crescer e de entreter os fãs. Eu quero lutar contra o campeão, então já desafio logo ele”, afirmou Rani Yahya, que ainda complementou.

“A gente vai aprendendo a lidar com esse tipo de coisa, porque essa coisa de falar mais passou a ser uma questão de sobrevivência ali no UFC. No UFC estamos o tempo todo com a corda no pescoço, toda luta corremos o risco de ser cortado. Então, não basta ganhar e ter uma grande performance, tem que vender, aquecer a categoria e chamar atenção. É aquela história, só os mais adotados sobrevivem. Eu percebi que após essa minha última luta, muita gente achou surreal que eu desafiasse o campeão. Com certeza essa não será a minha próxima luta e eu estou ciente disso. Mas muita gente diz também que eu vou ser campeão, que eu vou disputar o título. De algum jeito tem que começar, se eu ficar ali dando uma de humilde e seguir o protocolo certinho de um faixa-preta, de um artista marcial, vou perder algumas oportunidades. O lance é desapegar”, encerrou o brasileiro.

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