Brasileiro brilha no Japão e mira disputa de cinturão no RIZIN FF: ‘Sei que posso finalizar qualquer um’

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* Nascido em São Paulo, mas há anos morando no Japão, o “nipo-brasileiro” Roberto Satoshi vem, ao longo dos anos, conquistando seu lugar entre os principais nomes do RIZIN Fighting Federation. Dono de um cartel com 11 triunfos e apenas uma derrota, Satoshi venceu suas últimas duas lutas no primeiro round, a mais recente delas uma finalização sobre Kazuki Tokudome, em março. Desde então, o objetivo de Roberto – um dos favoritos dos fãs japoneses – é um só: disputar o cinturão peso-leve do RIZIN. Para isso, ele aposta na sua boa fase e no apelo dos torcedores, conforme relevou em entrevista à TATAME.

“É uma coisa que os fãs do RIZIN FF têm pedido, já que venho de duas vitórias, uma por nocaute técnico e outra por finalização. Tenho sido convincente nas minhas vitórias, e por isso também pedi a disputa de título. Mas como falei, sou um funcionário do evento, o que eles decidirem pra mim está tranquilo. Quero ser campeão, então não posso escolher adversário. Porém, com certeza o Tofiq Musayev seria a luta mais difícil da minha carreira. Ele é diferenciado, por isso é o campeão”, disse o brasileiro, que completou:

“Graças a Deus os japoneses aqui torcem bastante por mim mesmo eu sendo brasileiro. Acho que ajudei um pouco em aumentar a força do Jiu-Jitsu do Japão no cenário mundial, e com isso os brasileiros que moram aqui têm melhorado bastante. Temos uma grande comunidade, com muitos destaques no Jiu-Jitsu”.

Oriundo da arte suave, Satoshi tem no jogo de chão sua especialidade e, além de atuar pelo RIZIN FF, ministra aulas da modalidade. Um dos seus principais parceiros é Kleber Koike, também faixa-preta de Jiu-Jitsu e lutador de MMA, e que assim como ele, vive no Japão e soma duas vitórias seguidas na organização.

“Desde o dia em que cheguei no Japão, há 13 anos, de faixa-roxa, eu e o Kleber treinamos juntos. Falo que ele foi o cara que mais me motivou a ir para o MMA. E depois de ter ajudado ele a entrar no RIZIN FF, ver esse destaque me deixa muito feliz. Ele é merecedor, batalhamos muito para chegar aonde estamos, então agora é hora de colher os frutos de anos de trabalho e dedicação. Temos a mesma idade e crescemos juntos desde a faixa roxa, mas como eu sempre tive mais tempo de treino, tem esse respeito por ser ‘mais velho de tatame’. Mas independente disso, sempre nos ajudamos. Se eu vejo que ele está fazendo algo errado, corrijo. Se ele acha que posso melhorar algo no meu jogo, me dá um toque. E assim vamos crescendo”, contou sobre a relação.

Por fim, Roberto Satoshi comemorou o bom momento, destacou a qualidade do seu Jiu-Jitsu e projetou os próximos passos no RIZIN: “Estou feliz demais. Bastante gente ainda não acredita que eu sou um lutador de MMA, duvidam da minha capacidade, então foi bom ganhar de um adversário que vem de grandes eventos, como UFC e ONE Championship. Sobre a finalização, minha essência é o Jiu-Jitsu, sei que posso finalizar qualquer um, a qualquer momento, em qualquer posição. Na hora que fechei o triângulo, ele começou a ‘roncar’ e senti que era uma questão de tempo até bater”, afirmou, encerrando a seguir.

“Estou na expectativa de um aluno que vai estrear no próximo mês (maio) e eu e o Kleber estamos conversando para lutar nesse evento também, mas ainda não tem nada certo. Meu único plano agora é lutar pelo cinturão, não importa com quem (risos)”.

* Por Diogo Santarém

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