Junto ao irmão Ronaldo, Juan Souza celebra conquistas em 2020 e presença de Adesanya nos treinos: ‘É um cara muito humilde’

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* Não é de hoje que irmãos conseguem, juntos, fazer uma trajetória de sucesso no Jiu-Jitsu. Irmãos Mendes (Rafael e Guilherme Mendes), irmãos Miyao (Paulo e João Miyao), irmãos Ribeiro (Xande e Saulo Ribeiro), entre outros, são alguns dos exemplos vencedores ao longo dos anos na arte suave, que nos últimos tempos, também vem acompanhando a evolução e as conquistas da família Souza, capitaneada pelos irmãos Ronaldo Junior e Juan Cleber Souza.

Natural de Teresópolis, no Rio de Janeiro, Juan tem atualmente 29 anos e, assim como seu irmão, faz parte da equipe Atos, comandada pelo multicampeão André Galvão. O faixa-preta iniciou a prática no Jiu-Jitsu com 16 anos, na academia Pitbull, e junto a Ronaldo, foi trilhando uma caminhada de sucesso, que vem ganhando cada vez mais notoriedade nos últimos meses, tendo em vista a presença constante de ambos nos pódios em torneios organizados pela IBJJF (International Jiu-Jitsu Federation).

“Meu pai é faixa preta de Caratê, então as artes marciais já estavam no sangue desde que nasci, e eu sempre gostei de assistir Judô quando passava na televisão. Lembro que meu irmão Ronaldo começou a treinar e logo em seguida uma amiga da minha mãe falou que o Jiu-Jitsu seria um bom esporte para a gente se desenvolver, e assim comecei a treinar. O início foi difícil, pois eu era extremamente tímido e tinha que ir sozinho treinar com os adultos, mas algo me dizia para não desistir. Tive vários amigos desistindo e do período que eu comecei, creio que sou o único que não desistiu”, relembra Juan, em conversa com a TATAME.

O ano de 2020, apesar da pandemia provocada pela Covid-19, foi de ótimos resultados para Juan Souza. Nas disputas dos Opens da IBJJF, o faixa-preta faturou o ouro duplo (peso e absoluto) em Atlanta e também foi campeão em Fresno e Houston, além de ter garantido a medalha de bronze no Pan-Americano No-Gi.

“Tivemos uma intensa sequência de campeonatos nesse final de ano, e essa foi a melhor parte do ano. Creio que tenho muito a evoluir, e esses campeonatos foram bem importantes para eu ver o que preciso melhorar. Tenho certeza que no próximo ano terei uma melhor performance. Fico feliz por ter tido a oportunidade de competir em um ano tão difícil”, celebrou o lutador.

Confira outros trechos da entrevista com Juan Souza: 

– Quais foram ou são os principais desafios ao longo da sua caminhada no esporte?

No início, minha timidez foi o maior desafio, e ao longo da caminhada, creio que ser resiliente, provavelmente, é o maior desafio. A vida em geral tem seus altos e baixos, mas a gente precisa sempre dar a volta por cima e usar esses desafios para nos impulsionar.

– Como a pandemia afetou os seus planos? De que forma você mais sentiu?

A pandemia, certamente, mudou um pouco a caminhada, mas o foco é o mesmo. Foi difícil ficar grande parte do ano sem competir, mas com a volta da IBJJF e a sequência de campeonatos que tivemos, creio que equilibrou da melhor forma possível o tempo sem competições.

– Falando em relação a Atos, como se deu sua chegada na equipe? Como são os treinos?

Vir para a Atos foi como um sonho se tornando realidade. Eu criei minha própria oportunidade e vim, e não me arrependo nem por um segundo. É muito legal treinar com a galera aqui, sempre uma ‘vibe’ muito boa, eu realmente me sinto muito confortável e feliz treinando aqui. A galera aqui é muito dura, mas o que mais me impressiona ainda é a dedicação de cada um. Todo mundo treina muito e corre atrás dos seus objetivos. E claro, ter o professor André Galvão no tatame, compartilhando conhecimento, não tem preço.

– Como é sua relação com o Ronaldo dentro e fora dos tatames? Se ajudam muito?

Minha relação com meu irmão é muito boa. A gente se ajuda desde o início. Ele é sempre meu parceiro de drill e sempre o primeiro rola. É muito importante ter alguém tão próximo que te entende e compartilha dos mesmos objetivos e estilo de vida. Não só meu irmão, mas também nossos pais estão sempre nos apoiando desde o início.

– Quais são os seus principais planos para a sequência da carreira? E em 2021?

Meu objetivo é treinar bem forte para fazer de 2021 um dos melhores anos da minha carreira. Tive muitas melhoras na minha vida nesse ano de 2020, que se Deus quiser irão refletir no próximo ano. Estou muito ansioso e trabalhando para isso.

– E por fim, chegou a treinar com o Israel Adesanya? Como foi a experiência de encontrá-lo?

Infelizmente, não treinei com o Adesanya, mas tive a oportunidade de vê-lo treinando e sentir um pouco da energia dele. Acho que ele pode surpreender muita gente que pensa que ele não sabe nada de Jiu-Jitsu. Ele parece ser uma pessoa bem dedicada. Está sempre ali, absorvendo conhecimento de todos, é um cara muito humilde. É uma experiência muito legal ver um campeão do UFC sendo ele mesmo, sem nenhuma câmera por perto.

* Por Diogo Santarém

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