Khabib desconversa sobre aposentadoria e relata que morte do pai o afeta durante os treinos: ‘Penso nele o tempo todo’

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Após a morte do pai de Khabib Nurmagomedov, Abdulmanap, no começo de julho por conta de complicações em decorrência da Covid-19, o futuro do campeão linear dos leves do UFC no MMA passou a ser uma incógnita. Recentemente, o Ultimate anunciou luta do russo contra o campeão interino Justin Gaethje, no dia 24 de outubro, pela edição 254, mas o que virá depois ainda é um mistério. Dana White, presidente da franquia, declarou que “The Eagle” cogita encerrar a carreira com cartel 30-0 e poderia “ajudá-lo” a realizar a tão sonhada superluta entre ele e Georges St-Pierre – ex-campeão de duas categorias da franquia (meio-médio e médio).

Em entrevista ao site russo RT Sports, Khabib não quis cravar nada, mas afirmou que tem pensado sobre seu adeus ao octógono: “No que diz respeito à aposentadoria, tenho tido muitas ideias diferentes. No momento, estou pensando na minha próxima luta. Vamos ver o que acontece a seguir. Agora tenho 31 anos, farei 32 em setembro. Essa é uma idade significativa. Não sou mais um novato. Olhando para trás, para quanto tempo investi no esporte, é justo dizer que sou um veterano. Sou lutador profissional há 12 anos, desde 2008. Estou no UFC há mais de oito anos. Se você olhar para trás, tive uma excelente carreira”.

Desde 2012, Khabib, que mora no Daguestão, na Rússia, viaja para San Jose, na Califórnia (EUA), para realizar seus camps com Javier Mendez na equipe AKA. No entanto, por conta da pandemia do novo coronavírus, desta vez o treinador que vai para o país europeu. Apesar de não ter iniciado o camp total para o duelo contra Gaethje, Nurmagomedov segue treinando e mantendo a forma em treinos de dois períodos diários.

Já ao falar sobre a falta do pai, Khabib disse que o falecimento de Abdulmanap tem, sim, o afetado nos treinamentos. Contudo, o invicto peso-leve acredita que sairá mais forte deste momento difícil na vida.

“Tenho certeza de que todos nesta sala perderam alguém. Um amigo, um vizinho, um primo, uma mãe, um pai, namorada. Todo mundo passa por perdas, eu entendo isso. Mas, por outro lado, é muito difícil. Algumas pessoas têm uma relação estritamente pai-filho, mas meu pai era muito próximo de mim. Éramos como amigos. Ele era meu pai e treinador, estivemos sempre juntos. Éramos muito próximos. Claro que estou triste. Se eu disser com uma cara séria que isso não afeta meu treinamento, isso seria uma mentira. Isso me afeta, penso nele o tempo todo. Talvez essa dor me coloque em outro nível e me torne mais forte. Qualquer desafio quebra você ou o torna mais forte. Vamos ver o que isso faz comigo a tempo”, concluiu o campeão.

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