Após liberação, preparador físico da Sogipa detalha reinício dos treinos em meio à pandemia e diz: ‘Questão de saúde mental’

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* No começo deste mês de maio, uma das principais equipes de Judô do país, a Sogipa, voltou a treinar após liberação da prefeitura de Porto Alegre e do governo do Rio Grande do Sul. O município recebeu a bandeira laranja do governo estadual, permitindo a prática de atividades físicas em clubes profissionais, seguindo um protocolo sanitário diante da pandemia do novo coronavírus. O clube conta com nomes como a bicampeã mundial Mayra Aguiar e os medalhistas olímpicos Felipe Kitadai e Ketleyn Quadros, que se preparam para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021.

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Apenas 12 atletas da equipe profissional, que não realizaram testes para Covid-19, retornaram às atividades sob a orientação do técnico Antônio Carlos Pereira, o Kiko, e o preparador físico Wagner Zaccani. Os lutadores tiveram a opção de escolher entre voltar ou seguir com os treinamentos online.

O preparador físico Wagner Zaccani comentou em entrevista à TATAME como tem sido feito o trabalho e os cuidados que estão sendo tomados com os atletas: “As atividades estão acontecendo apenas três vezes por semana com duração de uma hora, seguindo um protocolo rígido de higiene individual, distanciamento e desinfecção do ambiente. Os atletas também foram separados em pequenos grupos mantendo uma distância de 16 metros entre eles”, explicou o membro da comissão técnica, que prosseguiu:

“Entre cada grupo temos um intervalo de 30 minutos para que não haja contato entre os grupos e ser feita a higienização do ambiente. Estamos seguindo todos os protocolos de higiene estabelecidos pelos órgãos responsáveis e nossa prioridade é a segurança dos atletas e profissionais envolvidos nas atividades”.

O preparador físico contou que cada atleta está passando por procedimentos para saber o seu atual quadro de condicionamento físico atual. Além disso, explicou que as atividades estão sendo em baixa intensidade, sendo o principal objetivo da retomada muito mais uma questão de saúde mental.

“A parte física, neste momento, está voltada à adaptação anatômica, com um volume e intensidade baixos, sem nos preocuparmos com rendimento, mas sim com os benefícios que o exercício físico tem, principalmente, no fortalecimento da imunidade dos atletas. Ainda que não haja um calendário competitivo definido no momento, a decisão do retorno foi considerada, principalmente, por uma questão de saúde mental dos nossos atletas. Por meio de avaliações do controle de carga identificamos alguns atletas com traços de ansiedade e estresse – fatores que podem impactar negativamente na imunidade”, concluiu.

O Rio Grande do Sul atualmente apresenta cerca de 6.500 casos oficiais e quase 200 mortes de Covid-19. A capital Porto Alegre é apenas a 91ª cidade na lista das mais atingidas do país, com 32 mortes divulgadas.

* Por Yago Rédua

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