Diagnosticado com novo coronavírus, Rafael Carino narra ‘medo’ e pede o cuidado de todos: ‘Doença que não escolhe pessoa’; veja

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* Os casos de coronavírus aumentam diariamente e o estado de pandemia já ligou o alerta em inúmeros países que também sofrem com o estrago causado pelo vírus. No Brasil, já foram mais de 35 mil casos confirmados e mais de 2 mil mortes, de acordo com levantamento das secretarias estaduais de saúde e também do Ministério da Saúde até este sábado (18).

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O Rio de Janeiro é, atualmente, o segundo estado com maior número de casos e mortes no Brasil, atrás apenas de São Paulo. Apesar das medidas adotadas pelas autoridades, aconselhando que a população permaneça em casa e evite aglomerações, a difícil situação ainda parece estar longe do fim.

Infelizmente, com o crescente número de casos, pessoas anônimas e até mesmo conhecidas do grande público não escapam da doença. Foi o caso de Rafael Carino, nome de destaque no cenário do Jiu-Jitsu nacional. Faixa-preta da Nova União, o carioca foi diagnosticado com Covid-19 e está internado desde o último domingo (12). Em entrevista à TATAME, Carino contou toda sua situação até o resultado definitivo.

“O impacto é de ficar com medo. Sou hipertenso, tenho síndrome metabólica, então o meu organismo é mais frágil contra o vírus. Tenho um filho de 11 anos, minha esposa, e eu fico naquele medo, será que vou sair dessa? Na quinta-feira passada eu comecei a ter tosse, na sexta eu já fiquei meio ‘chumbado’, no sábado eu fiquei ‘arriado’ e de sábado para domingo eu passei mal dentro de casa, desmaiei e fiquei completamente sem forças, nem sentado na cama eu conseguia ficar. Tive que ser internado no domingo, fiz o raio-x do pulmão, o médico não gostou do resultado, pediu uma tomografia e falou: ‘O teu quadro é bem visível de coronavírus, vamos ter que te internar’. No domingo mesmo, eu fiz o teste para H1N1 e coronavírus. Na segunda, o H1N1 deu negativo e na quarta-feira saiu o resultado positivo para coronavírus”, disse o faixa-preta, que revelou não ter tomado as medidas de prevenção necessárias e deixou um recado ao público.

“Não sei a forma que contraí o vírus. Nesse tempo de quarentena, eu saí quase todo dia de casa, levava o cachorro na rua, passava na minha academia, que é completa, não é só de Jiu-Jitsu. Então, eu tinha que fazer uns depósitos, organizar a academia financeiramente, porque o caos econômico está grande, e nisso eu acabei indo em três bancos duas vezes na semana, para fazer pagamentos na virada do mês para funcionários e colaboradores. Não sei como eu peguei, mas dei mole. Me considero culpado, imprudente, porque não fiz muita coisa para me cuidar, como a questão da máscara, eu só passava álcool em gel, e como eu ando de moto, você pega o capacete com a mão, e o capacete fica em contato com o rosto e a boca, e com certeza deve ter sido por ali que entrou o vírus. Estou internado desde domingo e estou com uma tosse que não para, o que dificulta minha oxigenação. Por isso, devo ser transferido de hospital, porque meu médico não gostou do protocolo que estão utilizando onde estou. É muita pressão na cabeça, porque resolvi isso sozinho, deixei minha esposa em casa, debilitada. Estou aguardando para ser transferido”.

“A doença não escolhe pessoa. Cuidem-se, protejam-se. Eu estou com uma dor de ter passado para a minha mulher. Graças a Deus, eu não passei para o meu filho e para a minha mãe. Se minha mãe pegar o coronavírus, tem totais chances de acabar falecendo, é idosa. Eu me senti muito culpado, ‘papai do céu’ protegeu as pessoas mais frágeis. É se cuidar e acreditar nas recomendações de higiene e proteção”, relatou.

Confira, na íntegra, o áudio e o vídeo com as declarações de Rafael Carino:

 

* Por Diogo Santarém

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